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Por Elias Fragoso
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Haja paciência para Bolsonaro e Lula

Elias Fragoso

12/03/2021 13h01 - Atualizado em 12/03/2021 13h01

O atual presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula
DivulgaçãoO atual presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula

Bolsonaro joga contra a PEC emergencial, as reformas, as privatizações, as vacinas e, daqui para frente, certamente irá repetir medidas anti mercado como sua investida sobre a Petrobrás desvalorizando brutalmente as ações da empresa, mexendo (para pior) com o câmbio e o dólar. Do outro lado. Luladrão já iniciou a costura politica para sua volta ao proscênio político após o vexame patrocinado pelo Supremo.

A imprevisibilidade política trazida pela decisão do ministro Facchin pode, no limite, nos levar à turbulência social e a imprevisibilidade econômica. Foi nitroglicerina pura para uma Nação que já anda mal das pernas politica e economicamente há quase duas décadas. Aliás, só para registro, o crescimento médio do Brasil na década passada foi de menos de 1%, um recorde negativo em todos os tempos e, outra década perdida para o país.

O stress proveniente do cenário de polarização política certamente se agudizará muito daqui para frente, e já se faz notar, por exemplo, na valoração do dólar, na piora dos preços dos ativos e na pressão cambial, muito acelerada com a vergonhosa decisão do ministro Facchin liberando os direitos políticos de Luladrão.

Com a economia nacional em frangalhos, as variações negativas naqueles indicadores vão terminar por obrigar o Banco Central a aumentar a taxa de juros de forma precoce e desnecessária, levando – nesse caso - o país a enorme arrocho monetário, num momento cruciante em que os juros baixos seriam fundamentais para ajudar na aceleração da recuperação econômica brasileira.

Para “fechar com chave de barro”, os preços dos alimentos cresceram nesses 12 meses de pandemia quase o triplo da inflação oficial do período, os produtos eletroeletrônicos viram seus preços avançarem uma média de 3 vezes a inflação, a gasolina apenas este ano já teve seus preços majorados pela Petrobrás em 50%, levando na sua companhia o preço do gás de cozinha e por corolário os demais preços da economia.

Março ainda carrega em seu bojo os reajustes tarifários da energia elétrica, das tarifas escolares, dos transportes e outras de menor impacto. Mas é importante notar que isso se dá num cenário de baixíssimo crescimento e nenhuma pressão de demanda que justifique essa marcha inflacionária. E todos sabem que quando a inflação sai do controle – como começa a acontecer – é muito, muito difícil domá-la rapidamente. E só quem perde com isso são os pobres e os assalariados. Como sempre.

É preciso se alertar que não é usual a combinação de estagnação econômica (como a que vivenciamos), desemprego altíssimo e inflação em alta. Mas não o é numa economia vulnerável como está a nossa. Os números mostram que caminhamos para uma estagflação - o pior dos mundos - decorrência das infaustas más gestões das políticas governamentais que vem interrompendo o movimento natural dos mercados e da economia.

Mesmo antes da emergência sanitária que estamos vivenciando, o país já vinha literalmente claudicando em termos dos vários limitantes ao seu crescimento, a pandemia tão somente desnudou e acelerou a visão do problema.

A baixa produtividade, problema secular que a educação e as politicas de desenvolvimento jamais resolveram; o desequilíbrio estrutural das contas públicas que caminham para uma grande implosão logo à frente; os entraves ao investimento privado que impedem empresas de se tornarem mais competitivas; o brutal cipoal de Leis, decretos, portarias e quejandos que torna o nosso sistema tributário o pior do mundo, ou, a total incapacidade de gestão de riscos demonstrada nessa pandemia, são alguns deles.

Em 2021 a batida da economia será – na contramão do resto do mundo – novas revisões para baixo do desempenho econômico brasileiro decorrentes diretamente das medidas de restrições que terão que ser tomadas para controlar a expansão do vírus, mas, principalmente, por três questões muito mais fundas: a alta dos juros que vai nos levar a amis inflação, a desvalorização cambial fruto direto da péssima gestão Bolsonaro e, o aumento do prêmio do risco-país, decorrente da insegurança dos investidores nos fundamentos econômicos do Brasil.

2021 é mais um ano perdido.

Em 2022 o mundo desenvolvido terá deixado para trás a pandemia e acelerado o passo rumo a retomada do crescimento, enquanto o Brasil continuará patinando para trás – em ano de eleições este país curioso para...
Se o novo governo eleito que vai assumir em 2023 for rápido no gatilho dos ajustes, em 2025, talvez – eu disse talvez – comecemos a sair da crise iniciada em 2016. 9 anos depois do desastre petista.

Haja paciência!

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