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Por Elias Fragoso
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O bailão da corrupção

Elias Fragoso

11/03/2021 10h10

A operação lava jato sempre foi um ponto fora da curva na justiça brasileira, sempre de olhos vendados às malfeitorias dos nababos do empresariado nacional, consorciados à súcia política que desde sempre assaltam impunemente os cofres públicos deste país Macunaímico.

Daí o estranhamento dela ter demorado tanto a ser bombardeada por corruptos, ladrões, bandidos de colarinho branco, vigaristas e trapaceiros em geral enredados no cipoal de crimes que cometeram. Vem sendo desidratada cirúrgica e cinicamente já há algum tempo.

Pois bem, ontem a Nação soube estupefata, que sob a batuta do maestro Facchin e, de uma penada só, e – pasme-se! - em liminar, pura e simplesmente anulou todos os atos da Lava Jato para liberar Lula, o principal artífice da roubalheira petista quando esteve à frente do governo (ou mandando através da presidanta) que escandalizou o mundo e quebrou o Brasil, que até agora não se recuperou.

A sociedade brasileira está tendo que engolir mais essa patranha arquitetada por cabeças pensantes pagas a peso de ouro pela fina flor da gatunagem nacional para promover o “bailão da corrupção”, um liberou geral da escumalha que nos roubou e aviltou a Nação nos anos petistas e que se reorganizam para continuar a pilhagem. Após essa do Facchin, a “festa” deverá ser acelerada.

Logo Facchin que, indicado por Lula para o Supremo, vinha até aqui tendo um desempenho impecável no tocante à blindagem da Lava Jato para que pudesse chegar aonde chegou. Mas ontem, seu elogiado trabalho de 5 anos como “barreira” entre a corajosa turma de Curitiba da Lava Jato e as instâncias corruptas deste país, rolou ladeira abaixo para o fundo do poço da política de compadrio tão comum por estas bandas.

Está “pagando” com anos de atraso é verdade, sua indicação ao Supremo pelo Luladrão, embora a turma do ajeitamento de sempre tenha criado o argumento que foi para “salvar” o que restou da lava Jato, e para proteger Moro da sanha do trio da 2ª turma do Supremo que, vai sim, levar a cabo o processo de suspeição do corretíssimo juiz. Pura balela.

Por que o que está por trás disso é viabilizar a candidatura de um ladrão condenado e inviabilizar a eventual candidatura de Moro a presidência da república que – se fosse eleito – seria um Deus nos acuda para a elite putrefata do serviço público, da política e do empresariado faixa branca. Estão fazendo a faxina pré-eleitoral agora, não importa os argumentos ou nome que deem a essa safadeza.

O medo dessa gente de Moro é tal, que a turma do quadrilhões do PP, do MDB, do PL, do PSD, do PT, para ficar nos principais beneficiários da roubalheira petista já comemoram antecipadamente a sua “suspeição” vestidos a caráter para o “bailão da corrupção” sob o beneplácito idiotizado desse presidente de opereta que finge nada ver dos movimentos do Centrão rumo ao pote de ouro do tesouro nacional.

E o cidadão, a quem irá recorrer? Quem o defenderá desses facínoras de colarinho branco que matam milhares de pessoas anualmente de fome, que não permite o acesso dos pobres à uma educação de qualidade, que, enquanto os brasileiros morrem feitos moscas nesta pandemia, se refastelam nos seus bem bons e em festas escondidas destinadas a poucos e se articulam para trazer um pústula condenado ao cenário político nacional.

A “libertação” política de Luladrão vem na esteira do sepultamento das denúncias contra todo o quadrilhão emedebista e pepista há poucos dias (não dá para listar os nomes das excrescências envolvidas. Tomariam a maior parte desse artigo, causando ainda mais asco em você leitor), mas é certo que esse movimento vai se acelerar. O movimento do maestro Facchin, foi só mais um passo na rota da carbonização do Supremo, um organismo rachado politicamente, e muito distante do seu papel de defensor da Constituição.

A coisa chegou a tal ponto de chacota que corre uma piada nas redes que diz o seguinte “Falta um tantinho assim para o Supremo concluir que fomos nós que roubamos o Lula”. Até onde chegamos. Agora, triste mesmo é o “baile” para onde esses senhores estão levando o país.

Em tempo: A dicotomia Lula x Bolsonaro sempre foi tudo que o presidente-Caveirão quis. Até porque se perder tem a desculpa do golpe. E se for Lula o vencedor, bem este todos sabem para onde nos levará.

Triste país.

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