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Por Elias Fragoso

Lockdwon e vacinas já!

Elias Fragoso

04/03/2021 08h08

Em novembro de 2020, a Europa via recrudescer a ameaça da COVID-19 em seu território. Rapidamente Alemanha, França e Reino Unido passaram das medidas meramente paliativas de restrição para o lockdown. Afinal são países desenvolvidos, governados por estadistas que não brincam com a vida de suas populações.

Passaram as festividades de Natal e Ano novo – época de alto faturamento para as empresas - totalmente fechados. E estão assim há mais de 60 dias batalhando para controlar o vírus assassino. Citamos Alemanha, França e Reino Unido, mas poderíamos somar à lista mais de 20 outros países na Europa e o Canadá na América do Norte que também estão em lockdown.

No período, num certo país latino-americano dirigido por um negacionista contrário a ações proativas de combate ao vírus que já avassalava de Norte a Sul, do Leste ao Oeste, festejava-se a morte com tudo aberto e funcionando às escancaras - do jeito que Bolsonaro defende. As festas, shows, barzinhos, boates superlotadas, famílias ou amigos reunidos para espalhar o vírus durante o Natal, o Ano Novo, o Carnaval e nos finais de semana tem sido o padrão.

O outro lado dessa tragédia foi a morte por asfixia de dezenas de Amazonenses, pela simples falta de um tubo de oxigênio para mantê-los respirando. Vivos. Os hospitais Brasil afora lotados, enormes listas de espera por vaga em UTI, o corte de recursos do governo federal para a manutenção das UTIs nos Estados e municípios e Bolsonaro. O mensageiro do caos. O Caveirão da COVID.

Ou números mostram com clareza o quanto ele está nos levando na contramão do mundo: nos demais países a COVID recua uma média de 6%, no Brasil, cresce 11%. Precisa mais? Por que tem: estudo recentíssimo feito pelo jornal Financial Times de Londres indica que no Brasil tem mortes em excesso, 22% a mais. Ou seja, 55 mil cidadãos brasileiros poderiam estar vivos hoje se medidas adequadas estivessem sendo tomadas no combate à COVID-19!

Fruto do despautério Bolsonariano, nos últimos dias o número de óbitos sobe verticalmente a patamares superiores aos de julho de 2020, pico de mortes na primeira onda da COVID-19. E sabe qual foi a reação desse presidente da república (sic!) após anunciado o recorde de mortes no país? Cuspiu pela sua boca a infamante frase:

"Criaram pânico, né? O problema está aí, lamentamos. Mas você não pode entrar em pânico”. Cadê a solidariedade com os mortos? Cadê anúncio de medidas concretas para evitar a catástrofe? Cadê às vacinas que ele não compra? Cadê iniciativas para ajudar Estados e Municípios no momento em que esgotaram suas capacidades de absorver a montanha de doentes infectados que batem às suas portas?

Bolsonaro está levando este país ao caos. Na área da saúde ele já está instalado. Instado porque cortou verbas para os Estados e municípios manterem UTIs abertas e porque o governo federal não coordena um plano nacional para conter o avanço da pandemia, disse “candidamente”: “meu projeto está pronto... Agora, preciso ter autoridade. Se o Supremo achar (sic) que pode dar o comando a um poder central, que entendo que seja legítimo meu, eu estou pronto para botar meu plano". Mais outra mentira. Ele e seu capataz da saúde não têm competência ou qualificação para isso. Além do que, foge ao escopo do seu script golpista.

É preciso dar um basta nessa infâmia que nos governa e está conduzindo o país ao caos. Lockdown e vacinas já! Pelo bem de 210 milhões de brasileiros.

NB. Hoje foram 1.840 mortes. O pior dia da pandemia no Brasil. Vamos deixar isso continuar?

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