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Por Elias Fragoso
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Bolsonaro vai entegar o caos

13/10/2020 16h04

Jair Bolsonaro
Agência BrasilJair Bolsonaro

O Brasil passa por um momento até mais grave que os do final dos desgovernos petistas. Bolsonaro conseguiu fazer o que já estava ruim, ficar muito pior, muitas vezes pior. Caminhamos para 17 anos de uma tragédia nacional que nos avassala, empobrece e atrasa.

Sofremos com o tsunami petista com seu mensalão, a roubalheira desenfreada que literalmente quebrou o país, o poste que Lula elegeu presidenta (sic), uma reeleição até hoje em suspeição, e pela sequência emedebista com Temer e seu saltitante homem da mala ou do infame “tem que manter isso viu?” para a JBS continuar a pagar a extorsão do Eduardo Cunha.

Esperançosos, os brasileiros elegeram Bolsonaro pela promessa de uma guinada à direita, por práticas liberais na economia, pelo combate à corrupção e à violência e por seu discurso de moralização nos costumes. Nada disso aconteceu. Tudo se desfez nos primórdios de seu mandato, desde quando a família foi pega no esquema de rachadinhas, o pai, a esposa, o filho senador e o filho vereador, coordenadas pelo Queiroz e, agora, sabe-se, acoitado por uma figura no mínimo controversa, o advogado Wassef (que por sinal, pelo que se noticia, teve ativa participação na escolha do novo indicado ao STF). 

Daí à sua tentativa golpista abortada pela firme atuação de alguns ministros do STF, foi um pulo. Frustradas suas pretensões ditatoriais, ele então iniciou o aparelhamento sistemático de órgãos de Estado voltados à fiscalização e controle que poderiam ameaçar os interesses da família (deixando isso bem claro naquela fatídica reunião de abril que foi tornada pública). 

Sua sanha de emparedar as instituições continua. Após nomear Aras para a PGR, furando a lista tríplice indicada pelos procuradores, acaba de indicar para o Supremo, veja só, mais um com o currículo “ajeitado” nos moldes do infausto professor Decotelli, da Educação. E pretende nomear para o TCU um “assessor” direto na busca insana de criar barreiras que o protejam e à sua família. Por isso, seus indicados precisam aceitar “beber uma cerveja” com ele.

Recente, Bolsonaro afirmou: “Acabei com a Lava Jato porque não tem mais corrupção no meu governo” e ontem, o senador Renan Calheiros, completou: “Ele pode deixar um grande legado para o país que é o desmonte desse estado policialesco” (sic), etc. (ele se referia à Lava Jato que condenou centenas de políticos e empresários corruptos e tem pela frente ainda outra centena de inquéritos, inclusive, uma dúzia do senador).

O presidente não explica sua recente aliança com o Centrão, de sabidas intenções em relação aos recursos públicos, e ex aliados na roubalheira petista, nem a liberação de emendas parlamentares às vésperas de importantes votações, ou o convescote para a indicação do novo ministro para o STF na casa do ministro Toffoli, e vai por aí.

Seu governo é um fracasso. Passados 21 meses ainda não apresentou sequer seu plano de governo, eximiu-se e dificultou o combate à covid-19 que se encaminha para 150 mil óbitos, muitos deles evitáveis, também não apresentou um plano de saída crível para o pós-pandemia, ou para os pobres que estão recebendo o auxílio emergencial, se recusa a acelerar as reformas administrativa e tributária, não realizou as privatizações prometidas, tem sido de uma incompetência abissal nas questões ambientais e um zero à esquerda na pauta dos costumes. 

É um governo que em plena tempestade nunca soube levar o navio a bom porto. E os reflexos estão aí. Nossos credores começam a apertar a corda que vai enforcar o país em dois anos.
Bolsonaro vai nos entregar o caos.

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