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Elias Fragoso
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Por Elias Fragoso
OPINIÃO

Travas para o desenvolvimento do Nordeste

24/08/2020 13h01

O Nordeste sempre foi tratado como curral eleitoral pela corrupta elite política regional e por todos os mandantes demagogos que estiveram à frente desta Nação. Para ficar apenas nos quatro últimos: quem entre os mais velhos não lembra de FHC aboletado em cima de um jegue, com chapéu de vaqueiro na cabeça na sua campanha presidencial pela região e depois sua inação após eleito para com o Nordeste?

Ou de Lula que criou a bolsa esmola e virou “dono” da região até a última eleição (neste caso, participando via o poste Haddad?) Ou de Dilma “a mãe do PAC” (sic) com sua votação estrondosa no Nordeste (inclusive na elite local que votou em peso na semianalfabeta)? Temer foi o único que não deu as caras: não podia sair do palácio sob o risco de protestos...

O demagogo da vez é Bolsonaro (que, aliás, já nos chamou pejorativamente de paraíbas) que pretende ser o “próximo Lula” graças ao auxílio emergencial (vai mudar para Renda Brasil e terá valor menor que os 600 reais, mas superior à miséria da bolsa família), o novo instrumento de dominação dos milhões de pobres, analfabetos e desempregados da região.

E ele não se fez de rogado, já anda pela região lépido e fagueiro a explorar as benesses da “ajuda”, aproveitando-se do fato de que metade da população nordestina tem sobrevivido com a miséria de 260 reais mensais e os 10% mais pobres com menos de 60 reais. Gerar empregos e desenvolvimento que é bom, nada.
Pelo que se vê, o Nordeste continuará a ser tratado como sempre foi, com desdém, descaso e preconceito. Continuará sem projetos estruturantes de longo prazo que ajudem a mudar o seu quadro de atraso e pobreza generalizada, ou sem recursos sequer para concluir as milhares de obras inacabadas, fruto da corrupção e da roubalheira petista na região. Mas, não, a grana que vem para cá é para servir de esmola e deixar tudo como está.

A região na verdade nunca esteve (exceto nos discursos) no rol de prioridades do governo brasileiro. Nunca houve real preocupação com sua inserção no contexto econômico nacional e menos ainda internacional (apesar, nesse caso, da alta potencialidade que ela encerra), nunca tivemos políticas concretas, consistentes e permanentes voltadas para eliminar de vez a chaga da pobreza e do atraso econômico regional. 

O que sempre se viu por aqui foram projetos e programas carimbados para beneficiar a elite empresarial local ou servir de valhacouto para políticos corruptos e ladrões que infestam a região se locupletarem dos recursos em detrimento dos milhões de pessoas aqui residentes. A grande maioria pobre ou miserável. Chega de esmolas. Chega de mais do mesmo.

O maior desafio para o desenvolvimento da região não é a falta de diagnósticos, mas a simples implementação de propostas que já estão aprovadas e transformadas em lei. Mas para isso, é preciso vontade política para se criar uma nova agenda de desenvolvimento regional. 

O que bate de frente com a oposição da parte retrógada da elite local que domina as fontes de recursos vindos para a região; com os políticos ladrões aboletados nos DNOCS e Sudenes da vida, antros de corrupção endêmica; com a máquina estatal perdulária, incompetente e comprometida com o continuísmo e o apadrinhamento e, com o coitadismo alienante impregnado no inconsciente coletivo da população mais simples. É esse o “design” do atraso que nos desqualifica competitivamente e trava o avanço regional. 

Vamos voltar a falar mais disso.

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