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Por Elias Fragoso
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Gatilhos que precisamos combater

Elias Fragoso

28/04/2020 10h10

O gatilho para o aumento da brutal crise econômica que nos espera logo ali na frente foi disparado. Na verdade, são vários gatilhos, a começar pela pressão exercida por empresários para a abertura das suas empresas seguindo a toada irresponsável do presidente da República. 

De novo, estamos apenas no início do pico da epidemia do Coronavírus, basta olhar para os números de infectados e mortos que aumentam rapidamente a cada dia. Ninguém, nenhum país cometeu a asnice de tomar uma má decisão destas. Como os governadores são, antes de tudo, personas políticas, imagina-se não vão querer carregar nas próximas eleições a pecha de coveiros do seu povo. 

Não é hora de ouvir empresários descompromissados com seu povo, nem os aloprados seguidores desse presidente que só pensa em si, nos filhos enrolados e na sua reeleição, não importa o preço que a Nação tenha que pagar. O vírus é que irá determinar a saída do isolamento. O resto é conversa mole prá boi dormir.

Outra arma apontada para a Nação é a já (surdamente) iniciada campanha para que o socorro aos vulneráveis – uma medida acertada do governo – passe a ser permanente. Uma sangria anual de 45 bilhões de reais! É bom lembrar que em janeiro todos sabiam da péssima situação financeira do governo e da necessidade de se fazer as urgentes reformas para “sobrar dinheiro” para investimentos, por exemplo.

Mas os “arautos da gastança”, em geral os políticos mais corruptos, o empresariado-vampiro, (aqueles que só sobrevivem à custa do Estado), os corruptos do colarinho branco encastelados nos principais postos da república e dos Estados, e os técnicos apoiadores da folia com o dinheiro público estão se aproveitando da crise para dar um chega pra lá nas medidas que podem sanear as finanças do país e acabar com a farra fiscal de sempre. E de quebra, levando de roldão, a última cabeça pensante desse governo, o ministro Guedes.

Tem também os que preconizam que o país se desfaça de suas reservas para gastar com investimentos (de baixa qualidade e retorno duvidoso como o governo sempre o fez), destruindo um dos pilares que ainda sustenta nossa (pouca) credibilidade no mercado financeiro internacional.

Se as reservas forem utilizadas (mesmo parcialmente) é preciso dizer que o país vai ter de pagar os credores da dívida, o que irá gerar insegurança no mercado sobre a sua capacidade para honrar os compromissos. Resultado: os juros irão aumentar, o risco Brasil idem e podemos dar adeus ao retorno do sonhado grau de investimentos (permite mais facilidades e acesso aos mercados financeiros).

Esse discurso da turma da gastança é o mesmo de sempre que o país já cansou por seus não resultados. Nas últimas três décadas, o perfil de gastos do Brasil foi muito superior a qualquer outra Nação. Os “não resultados” aí estão.

A bagunça provocada pela gastança nas contas públicas teve como consequência a estagnação e seu corolário, o aumento dos impostos (para manter as despesas feitas pela turma do “andar de cima”, única beneficiária da farra com o dinheiro público), a armadilha da renda média (que é quando um país entra em estagnação após ter superado as armadilhas da pobreza e a malthusiana, passando a ter uma trajetória não sustentável do seu crescimento econômico) e a perda do grau de investimentos pelo crescimento excessivo da nossa dívida. 

Sair da quarentena sem um planejamento digno do nome, a possibilidade de sermos obrigados a voltar para um recolhimento social ainda mais duro é alta. Por outro lado, se a turma da gastança (que está pressionando muito) levar a melhor sobre a racionalidade econômica que o ministro Guedes tenta segurar, será desastroso para o país. E para você.

Hora de sair do comodismo e pressionar seus deputados e senadores para eles não saírem – mais uma vez – dos trilhos.

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