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Por Elias Fragoso
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O vírus, o caos, o golpe?

Elias Fragoso

01/04/2020 09h09

Coronavírus lota hospitais pelo mundo
DivulgaçãoCoronavírus lota hospitais pelo mundo

Fechamos março e avançamos pouco no tocante à preparação do sistema de saúde brasileiro para o pico da epidemia do Coronavírus que deve acontecer entre meados de abril até junho. O que é altamente preocupante por três razões (do ponto de vista da saúde): a primeira, por que o número de profissionais existentes é claramente insuficiente; a segunda, porque a maior parte não está apta tecnicamente para o trabalho emergencial que exige longo treinamento e expertise; e, a terceira, a já prevista incapacidade física das estruturas hospitalares para atender à demanda que vai explodir.

Quando se noticia que mais de duas centenas de profissionais dos dois melhores hospitais do Brasil já estão infectados pelo vírus, alguns, inclusive, em estado grave, ficamos a nos perguntar o que vai acontecer com as pessoas e profissionais do serviço público que até ontem não tinham sequer luvas ou esparadrapo, por exemplo, para o atendimento aos pacientes. 

Como não existe mágica, em pouco mais de 30 dias não se vai mudar esse estado calamitoso de coisas na rede de saúde pública e podemos caminhar para uma tragédia anunciada. 

Ainda mais quando se observa todos os dias o que vem ocorrendo em países ricos e desenvolvidos como Itália e Espanha, com pessoas sendo atendidas ou em espera dentro de ambulâncias por absoluta superlotação dos hospitais e outros locais reservados para atendimento aos doentes, ou a fileira interminável de caminhões do Exército levando mortos a granel para serem enterrados, já que os serviços funerários colapsaram. 

E isso nos liga diretamente a uma realidade cruciante deste país. O enorme contingente de mais de 70 milhões de pessoas vivendo em condições, para dizer o mínimo, inadequadas, grande parte sem conhecimentos mínimos de higiene e/ou sem dinheiro para adquirir sequer uma barra de sabão, senão vai faltar comida em casa.

E que vão ser infectadas. Embora a enorme maioria vá sentir apenas sintomas de uma gripe, fatalmente eles irão transmitir o vírus para as pessoas de mais idade ou com problemas de saúde com quem convivem em ambientes, digamos assim, impróprios à dignidade humana. 

Que são milhões nessas condições. É certo que parte significativa irá evoluir para situações graves que demandam cuidados hospitalares e irão às portas das unidades de saúde que, definitivamente, não têm como suportar essa demanda. Mesmo com o acréscimo de leitos em estádios, ginásios e outros locais.

O receio é que, aproveitando-se do caos que se anuncia na saúde, poderosos de plantão, com desvios de conduta e adeptos de movimentos autoritários, se aproveitam das circunstâncias e do desespero dos mais simples, abandonados à sua sorte, para tentar levar o País a outra aventura antidemocrática indesejada pela maioria da Nação.

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