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Por Elias Fragoso
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Bolsonero

Elias Fragoso

31/03/2020 10h10 - Atualizado em 31/03/2020 12h12

Bolsonaro
ReutersBolsonaro

23 pessoas que viajaram com o presidente Bolsonaro para os EUA contraíram o Coronavírus, o general Heleno, o ministro mais próximo dele, também  o presidente do Senado brasileiro, idem, assim como outras pessoas e autoridades que com ele convivem no dia a dia do poder,  mais de 4.500 pessoas infectadas no Brasil e de 700 mil em todo o mundo, 159 mortos até o momento no Brasil e mais de 33 mil no planeta, além de milhões de pessoas infectadas não captadas nas estatísticas oficiais, em especial nos países mais pobres com sistemas de saúde desestruturados.

As opiniões unânimes de cientistas, infectologistas, autoridades da saúde em todo o mundo, não foram capazes de demover o presidente brasileiro de que o Coronavírus não é uma gripezinha, como ele ironicamente se refere à epidemia que avança país afora.

Remando contra todas as opiniões esclarecidas e especializadas, inclusive do seu ministro da Saúde, o presidente se isola politicamente internamente e começa a ser alvo de chacota internacional, como aconteceu na última edição da revista The Economist, que o apelidou de BolsoNero, numa alusão direta ao imperador romano que tocou fogo em Roma. 

O mais recente estudo do Imperial College, de Londres (a mesma instituição que fez o primeiro ministro da Inglaterra mudar radicalmente de posição após leitura de seu relatório) sobre a epidemia no Brasil, projetam números assustadores para o caso de nada (ou quase) ser feito, como defende o presidente da República: 1,1 milhão de mortes. 

Mas o mesmo estudo, assinado por 50 das maiores autoridades do mundo no assunto, traz um alento, ao afirmar que aquele número pode ser reduzido drasticamente se medidas rigorosas forem tomadas a tempo como, por exemplo, o distanciamento social que pode evoluir, se necessário, até à quarentena, testes recorrentes de diagnóstico na maioria da população, estrutura hospitalar adequada para recepcionar os doentes graves, isolamentos do infectados, etc. Cumpridas, aquele número brutal poderia ser reduzido para cerca de 44 mil óbitos.

O problema está justamente no chefe da Nação com sua rasa qualificação intelectual e o tosco linguajar que mais se aproxima das conversas de botequim. Ciumento, boicota de todas as formas o seu ministro da Saúde, que vem fazendo excelente trabalho. Batendo de frente (com jeito) com ele para fazer valer a voz da razão, as orientações da OMS.

Mas é voz quase isolada num deserto de acólitos. Abril dirá se caminhamos para os números  pessimistas do Imperial College ou não. A ver quem sairá vencedor nesta “guerra”, Bolsonaro ou o Brasil.

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