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Por Elias Fragoso
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Liderar e não dividir a Nação

Elias Fragoso

26/03/2020 08h08 - Atualizado em 26/03/2020 08h08

Jair Bolsonaro
DivulgaçãoJair Bolsonaro

Na reunião do presidente com governadores da Região Sul do Brasil realizada na última quarta-feira, o governador de São Paulo, João Dória, não apenas chamou às falas o presidente da República – “O senhor está aí para liderar e não dividir a Nação” – como foi “porta-voz” de toda a Nação no tocante à irresponsabilidade de Bolsonaro na condução desta que é a maior crise que o mundo passa desde a Segunda Guerra Mundial.

Não é mais nenhuma novidade que o presidente vive em uma realidade paralela, sua e de seus três filhos e acólitos, que estão fazendo a Nação refém de decisões alopradas, desconectadas dos fatos e medíocres, pensando exclusivamente “naquilo”: sua reeleição. 

É revoltante que tenhamos, em plena crise do Coronavírus, estar ocupando espaço nobre com os desvarios do presidente. De suas crises de ciúme de qualquer um que se sobressaia neste governo de parcos resultados e nenhuma consideração com a população, com a Nação. 

É só lembrar os episódios do ministro Moro, obrigado a se recolher para não ser trucidado pela inveja presidencial com os resultados que começava a obter (o que até hoje o mantém na dianteira do seu chefe em todas as pesquisas de opinião).

Ou dos ex-ministros Bebiano e general Santa Cruz (este seu amigo de mais de três décadas), vítimas das atrabiliárias decisões presidenciais, por se contraporem à sua visão enviesada de governo e, especialmente por terem “batido de frente “com um dos três patetas, seus filhos. 

Agora a bola da vez é o ministro da Saúde, Luiz Mandetta, que pelo excelente trabalho de organização da área da saúde para o combate à pandemia, vem sendo vítima da fúria doentia- invejosa do presidente, que se sente ameaçado por todos que se destaquem e “ameacem” sua doidivana pretensão reeleitoral (que somente ele e seus extremistas de direita acham viável).

É preciso dar uma basta a essa situação. Este senhor que desde sempre se mostrou despreparado e inadequado para o exercício presidencial, agora ultrapassou todos os limites jamais imaginados. Chega de vexames, de mediocridade, de aturar suas falas desconexas, suas mentiras rotineiras, o ambiente político inóspito criado que inviabilizou a negociação política em alto nível (ele nega, mas tem realizado em surdina, negociatas com parlamentares), as dúvidas sobre suas relações com milicianos do Rio de Janeiro, os cheques na conta de sua mulher até hoje não explicados...

Chega de encarar alguém com postura de vestal, mas, que no fundo, não passa de um impostor. Que foi votado, sim, mas por absoluta ausência de candidato que representasse a mudança contra o PT e seus ladravazes. Ocorre que – de longe – não fez jus ao voto recebido. O brasileiro cansou dele. Está isolado politicamente. Sangra diariamente com a perda gigante de adeptos.

O País vai entrar numa fase muito difícil no pós-coronavírus. E esse senhor é totalmente inabilitado para liderar esse processo.

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