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Por Elias Fragoso
OPINIÃO

Uma proposta vital à nação

Elias Fragoso

18/11/2019 13h01

O que dizer da atuação deste Supremo que acaba de soltar 5 mil bandidos condenados em pleno cumprimento de penas, num momento em que a América do Sul está em chamas? Não vou me alongar sobre esse tema, muitos já falaram sobre isso e a população já tem posição firmada sobre a estultice desses sujeitos que não merecem a toga que vestem. 

Nessa confusão toda, terminou passando meio que despercebido o envio ao Congresso Nacional das medidas propostas pelo ministro Guedes para a reforma do Estado brasileiro. Elas buscam resolver o enrosco em que o país – União, Estados e Municípios - se envolveu nas últimas 3 décadas por conta de gestões malsãs, muita corrupção nos três níveis de governo e da visão despudoradamente cínica da esquerda brasileira que acha (mas internamente sabe que não) que o Tesouro é um saco de papai Noel.

Esse conjunto de coisas terminou por trazer o Brasil para onde estamos hoje: ainda mais atrasados em relação ao mundo, retardatário nas medidas jurídicas e econômicas necessárias para dar um cavalo de pau nessa eterna situação de penúria em que vivemos, fruto como afirma com propriedade o mestre Delfin Netto em artigo recente da “judicialização da política e da consequente politização da justiça que tornaram o país inadministrável”.

Não sei se pelo momento (soltura do Lula) que de fato eclipsou o impacto da sua chegada ao Congresso, as medidas – se trata certamente da mais importante e completa iniciativa para se reformar por dentro o Estado brasileiro desde a Constituição de 1988 – foram recebidas com insosso apoio formal por parte das duas casas (ou seria desinteresse mesmo?) e de seus principais representantes. 

Sinal de que elas são boas, já que o Congresso eivado em sua maioria de corruptos e “mamadores das tetas da mamãe Estado” não deu a ela, até o momento, o apoio e destaque merecidos. Que pode ser assim traduzido: a tramitação será demorada e eivada de obstáculos para sua implementação. Semana passada estimei que o grosso das medidas fiquem para 2021. Afinal os políticos não querem dar combustível ao atual presidente (que seria o grande beneficiado político), mesmo ao custo de manter o país na atual situação calamitosa. Cálculo frio e criminoso digno dos não representantes que temos no Congresso.

Atacar de frente os privilégios seculares incrustados no Estado e que beneficia menos de 5% da população é reduzir o tamanho do fosso da desigualdade deste país, modernizá-lo, torná-lo competitivo globalmente e mais equânime na distribuição da riqueza. Precisamos ter claro isso e a necessidade de apoio à proposta de modernização do Estado. Que é vital para todos e a Nação.

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