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Cláudio Vieira
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Por Cláudio Vieira
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Afinal, quem manda?

13/12/2021 18h06

Presidente Jair Bolsonaro
Agência BrasilPresidente Jair Bolsonaro

Até agora, estávamos a ver o presidente Bolsonaro dizer e logo desdizer o que havia falado, ou desmentir os seus ministros e assessores de qualquer nível, tudo isso sem qualquer pejo. Como ele disse naquela famosa reunião de gabinete, o que ele mandava era para ser obedecido. Se o ocupante de cargo comissionado não o atendesse, seria substituído, senão ele tiraria o diretor, ou até o próprio ministro. A assertiva foi acompanhada de um dos palavrões que compõem o vocabulário bolsonarista. 

Agora a coisa parece ter mudado, na mesma proporção em que a aprovação ao seu governo, ou ao próprio, cai. O presidente afirma que o preço do combustível vai cair das alturas, o presidente da Petrobras, que está fora do seu alcance, nega que o fará, ao menos nos termos em que Bolsonaro falou. 

Desespera-se ele com as sensatas recomendações da Anvisa sobre o passaporte vacinal, e o órgão técnico mantem o seu posicionamento, fazendo ouvidos moucos ao ainda nominalmente presidente da República. A equipe econômica discorda, sem papas na língua, das pretensões eleitoreiras de Bolsonaro; o ministro da Saúde até há pouco subserviente, já ensaia voo próprio, desgarrado da formação. Como alguém disse, há mais coisas voando que os aviões de carreira.

O parlamento não fica atrás. O aliado Centrão já apresenta as suas faturas com maior frequência, o seu líder Arthur Lira atrevendo-se a algumas farpas. O presidente do Senado, cada vez mais se afastando do bolsonarismo. Bolsonaro que um dia pensou ser líder, necessita negociar cada vez mais com deputados e senadores, e nem sempre é atendido. 

Fala-se que nas salas do Palácio do Planalto não mais se acredita em reeleição, ao menos de forma fácil. O próprio Bolsonaro, em uma demonstração de fraqueza, já declarou que não sabe se sairá candidato. Em outro momento, elege alvo de suas ameaças o pretenso candidato Sérgio Moro. Na linguagem popularesca, isso é levantar a bola para o adversário chutar. Moro que mal chegou à política partidária, certamente deve estar agradecido ao inesperado passe; e o Lula, idem.

Semana passada escrevi sobre a denominada terceira via, e a proliferação dos seus candidatos, o que beneficia os dois pretendentes de cabeça, Lula e Bolsonaro. Com o andar dessa carruagem, Moro será o único a tirar votos de um e do outro, com a desvantagem de não ter suficiente malícia ou descaramento para enfrentar o “sapo barbudo” de Brizola.

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