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Cláudio Vieira
Opinião

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Por Cláudio Vieira
OPINIÃO

Celeiro de cultura

20/08/2021 18h06

Sábado último, após o casamento de sobrinha da minha esposa, portanto minha também, participei de almoço restrito às famílias da noiva e do noivo e padrinhos. Tive, então, a grata satisfação de encontrar o ex-prefeito e ex-deputado Dilton Simões, um dos grandes políticos da nossa Alagoas. Lembrei-me de outros grandes nomes da política alagoana, como José Costa e João Sampaio, para citar dois mais daqueles com os quais convivi, sempre por mim admirados pelo compromisso com o povo, com a honestidade, com a seriedade que devem presidir a autoridade pública. Fiquei a me perguntar por que estou gastando o meu latim com Bolsonaro.

Ele, os seus amigos da política, os seus seguidores mais vivazes são aquilo que se pode anotar de diferentes dos próceres citados no preâmbulo. Resolvi, pois, dar um tempo, e escrever sobre outras coisas mais proveitosas, e voltar à minha adolescência no Colégio Guido de Fontgalland, aqui mesmo em Maceió.

Tive a ventura de participar de uma época de grandiosidade do Guido. Educação, esportes, atividades extracurriculares, movimentos culturais, etc. Grandes nomes da cultura alagoana e brasileira propiciaram-nos palestras engrandecedoras. Ib Gatto, Aurélio Buarque de Holanda, Cipriano Jucá, Renira Lisboa Lima, Heloisa Ramos, viúva de Graciliano Ramos, e outros homens e mulheres de cultura periodicamente, a convite do diretor do Colégio, o cônego Teófanes Barros, ou da professora Teônia de Barros, compareciam a nos ministrar conhecimentos que levamos para toda a vida. Grêmios estudantis, murais e revista eram outras das nossas atividades extracurriculares. 

Aprendemos muito! História, Literatura e Filosofia, principalmente. Produzíamos a Revista Mocidade, da qual fui presidente, programas estudantis de rádio. Os debates e as discussões nos ensinavam a ética na política, para nós uma ciência da maior importância para o ser humano.

Essas lembranças vêm bem a propósito, quando o Brasil de hoje é resultado da falta daquele humanismo que aprendi na adolescência e juventude estudantis. Acho que a falta de algo assim deu-nos políticos menores, que não distinguem política da politicagem; republicanismo do partidarismo sem razão; democracia do voluntarismo pessoal. Correção de rumo na vida e no agir, descobrir ou redescobrir a ética, talvez seja algo difícil de esperar de políticos habituados ao trato privado da coisa pública, mas bem necessário à grandeza tão proclamada do Brasil.

Ditado antigo diz-nos que o uso do cachimbo faz a boca torta. Acho que por isso voltei à crítica política, quando quero realmente falar daquela adolescência cultural de um grupo seleto de ginasianos, do qual fiz parte com Édson Alcântara, Edson Moreira, João Azevedo, João Vianey, Manoel Adauto, José Maurício Breda e Tobias Granja, este que denominou o Guido de Celeiro da Cultura. Isso vale mesmo a pena!

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