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Cláudio Vieira
Opinião

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Por Cláudio Vieira
OPINIÃO

Fake news oficiais

05/10/2020 13h01

Antes da Era Trump eram mentiras. Agora são fake news. Não importa o nome com que sejam identificadas, são infelizmente muito comuns na prática política. Obviamente não são exclusividade nacionais; não têm fronteiras. Na política elas vicejam desde as campanhas eleitorais até o exercício do próprio cargo conquistado pelo voto, ou quando se perdem eleições. Mente-se, mente-se ao mais não poder, promessas e promessas muitas vezes claramente absurdas, e ainda assim aplaudidas por crédulos eleitores. Ainda assim rendem votos! 

Antes, apesar delas, havia um certo pudor, às vezes uma certa graça no mentir político, se isso pode existir. Muitas viravam folclores, repetidas a cada esquina, engraçadas que eram. Na Era Bolsonaro tudo mudou. As fake news (vamos usar o termo chique da atualidade, pois parece que todos foram conquistados por ele) de hoje não são nada engraçadas, pois destroem reputações, exploram a crença da população, produzem maldades com feições verdadeiras. Divulgadas pelas chamadas mídias sociais, são muitas vezes difíceis de detectar, por isso espalham-se pelo País, divulgadas entusiasticamente por partidários do governo, assim como por inocentes úteis. Assim como com Trump, aqui também a campanha eleitoral à presidência da República foi feita com auxílio delas. Talvez até tenham elas ganho as últimas eleições. 

Nesse cadinho de amoralidade, não se pode excluir a oposição, ela também dedicada ao mesmo tipo de atividade nefasta. Restam prejudicados o povo e a própria política, porque transformada em algo deplorável, mesquinho, desonesto também nas proposições.

Além desse viés midiático, há as fake news presenciais. Nessas, o governo Bolsonaro é usuário constante. Recentemente, o presidente, já calejado na produção delas, trouxe-nos mais uma, ridículo tão óbvio que nos últimos tempos já não causa surpresas. Após as inverdades e manipulação das verdades no discurso anual de abertura da Assembleia Geral da ONU, quando afirmou, com a segurança de um mitólogo, que a sua administração (ele disse Brasil) tem realizado os cuidados com o meio ambiente; que tem protegido com sucesso a Amazônia; que tem liberado recursos importantes, tanto para o auxílio emergencial a pessoas (US$ 1.000,00 para cada cidadão desempregado), assim como para pequenas empresas, um socorro pelas dificuldades causadas pela covid-19, semana passada esmeou-se, superou-se mesmo, apregoando que uma certa “Renda Brasil” não seria adotada por seu governo de forma alguma pois seria tirar dinheiro dos pobres para dar aos mais pobres, vigorosa figura de retórica. Por um momento parecia proclamar verdade, tão seriamente falava. Não demorou uma semana. 

Pressionado pelo “administração Guedes”, este com apoio de políticos que amam demonstrar força diante de um governo frágil e cambiante, proclamou, com o mesmo ar de estadista, que seria criada uma Renda Cidadã. Mudava o nome e empurrava goela abaixo do povo uma possível criação de novo imposto.
Não é novidade o jogo de palavras desse governo. Mas incomoda sempre.

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