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Jorge Moraes
Opinião

Artigo Jorge Moraes

Por Jorge Moraes

Surgiu um fato novo no PDT

Jorge Moraes

16/07/2019 13h01 - Atualizado em 16/07/2019 13h01

Ronaldo Lessa deixou a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura
DivulgaçãoRonaldo Lessa deixou a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura

Fato novo, como já se sabe, é novo. E qual fato que surgiu que podemos considerar como novo? Nos últimos quinze dias, o Partido Democrático Trabalhista (PDT) trouxe logo dois fatos novos para a política alagoana. Mesmo que as pessoas envolvidas não façam parte do novo – Carlos Luppi e Ronaldo Lessa –, nada acontece por acaso e, planejando, tudo se encaixa dentro de um processo de mudança, especialmente na política. O primeiro fato registrado foi a renúncia do cargo de secretário de Agricultura do Estado de Alagoas por parte do ex-tudo, Ronaldo Lessa, que só não foi senador.

Depois, a vinda do presidente nacional do partido, Carlos Luppi, para a convenção estadual e que reconduziu Ronaldo Lessa à presidência, deu o tom da convenção e das conversas, só girando em torno do comportamento do partido daqui para frente. Na verdade, nos discursos dos dois dirigentes o PDT pretende ser cabeça de chapa nas eleições do ano que vem no maior número de municípios alagoanos. Isso quer dizer que, em Maceió, haverá uma terceira, quarta ou quinta força na briga pela prefeitura, o que tornará o processo eleitoral mais equilibrado e forçará, com certeza, um segundo turno.

Se afastando do governador Renan Filho e não se aproximando do prefeito Rui Palmeira, Ronaldo Lessa se apresenta como um forte candidato para ocupar, novamente, a cadeira principal de Maceió, a do prefeito. Como todos sabem, Renan e Rui apresentarão seus candidatos e, hoje, pelo lado do governador os nomes mais fortes são de Maurício Quintella, Marx Beltrão e Alfredo Gaspar de Mendonça. Do lado do prefeito atual existem interesses públicos por Rodrigo Cunha, Marcelo Palmeira – atual vice – e, correndo por fora, José Thomáz Nonô.

Se dependesse, exclusivamente, do Rodrigo Cunha, o nome da sua preferência é JHC, o João Henrique Caldas, que não tem a simpatia do prefeito Rui Palmeira, mas, hoje, para muitos e para Cunha, seria o nome mais forte para vencer o pleito. Por outro lado, o deputado estadual mais votado em Maceió no ano passado – Cabo Bebeto – pode ser o candidato do Palácio do Planalto, leia-se Jair Bolsonaro, o presidente, que chegaria com força, apoio e prestígio, se quiser, tirando muitos votos dos candidatos de Renan, Rui e dos chamados independentes.

Voltando o assunto para a candidatura de Ronaldo Lessa, ele soma a experiência de ter sido prefeito de Maceió, governador do estado por duas vezes, vereador, deputado estadual e deputado federal, com muitos favores feitos, empregos dados, concursos realizados e administrações bem acima da média, com todas as dificuldades enfrentadas, o que embola mais ainda o meio campo da política alagoana.

Com tanta gente assim, pretensões e interesses diferentes, com as correntes mais diversas no xadrez da política maceioense, a eleição de 2020 será a prova dos nove de quem realmente tem voto, de quem tem trabalho e grupo para enfrentar uma disputa desse tamanho. Hoje, para não queimar uma candidatura, o mais prudente é ficar calado, ouvir muito e deixar para decidir depois, antes que seja queimado pelos interesses maiores. Façam suas apostas e que a eleição de Maceió não seja decidida só pela força dos partidos, mas pelo interesse da maioria, inclusive do povo.

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