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Cláudio Vieira
Opinião

Artigo Cláudio Vieira

Por Cláudio Vieira
OPINIÃO

Acertos e desacertos de um governo nada sutil

Cláudio Vieira

18/11/2019 13h01

Presidente Jair Bolsonaro
DivulgaçãoPresidente Jair Bolsonaro

A presidência da República, no Brasil e penso no mundo todo, via de regra tem tido o poder de transformar a personalidade dos seus ocupantes. Deve ser a magia do poder. 

Desde a eleição, muitos eleitores, como eu, viam no candidato Bolsonaro a virtude da sinceridade, do arrojo nas ações, da lealdade para com o povo brasileiro que dele esperava o cumprimento das promessas de campanha. Não podemos dizer que tais não tenham ocorrido. De fato, o presidente não parece temer dizer o que pensa, o que é bom e contraditoriamente também perigoso. Dele não se pode afirmar, como de outros já se disse, ser ele melífluo. Ou que finja ser o que não é, ressaltando um verniz que não tem; ou ajustar-se à solenidade do cargo. 

De modo geral, isso é bom, e nos desenfastia de governos de aparência, cujo respeito à denominada liturgia do cargo nada mais é que arroubo da vaidade. Também, conforme prometera, Bolsonaro desfez antigo costume de negociações por cargos públicos, aquela vergonhosa troca de ministérios e outras benesses por apoios partidários, tudo em nome de uma malfadada governabilidade. Disse que organizaria um gabinete de técnicos, e o fez, ao menos nas pastas principais, aquelas que realmente movimentam o País. Se isso desagradou os habitués do “é dando que se recebe” (perdoe-nos São Francisco de Assis!), bem que caiu no gosto do povo, cansado das negociatas. 

Há, porém, alguns pontos fora da linha. A boquirrotura do presidente tem causado alguns constrangimentos, até a ele mesmo porque algumas vezes ele se vê obrigado a desdizer-se em suas declarações. Visivelmente falta-lhe continência. Isso, porém, não tem embotado as visíveis melhoras em favor do povo. Percebe-se que temos um governo realmente voltado a consertar os erros do passado, a abrir novos caminhos em busca de uma prosperidade real, sem maquiagens, sem populismos inconsequentes. Há os problemas políticos, claro, pois afinal qual o governo que não os tem. Todavia, os maiores até agora enfrentados pelo governo, e que podem efetivamente causar transtornos sérios, até embotando todas ou muitas das coisas boas que o governo tem implantado, vêm sendo causados pela arrogância, também boquirrota, dos seus filhos de inteligência duvidosa. 

Devem ter alguma, concedamos, mas as atitudes dos Bolsonaros têm demonstrado o contrário, e mesmo aqueles eleitores que ainda apoiam o pai, torcem o nariz a cada intervenção dos rebentos presidenciais nas questões da política. Exemplo mais cruel não existe, ao menos até agora, que a evocação ao AI-5. O que passou pela a cabeça do deputado Eduardo Bolsonaro é algo que desafia a melhor psicologia. Por outro lado, essa diatribe absolutamente sem graça e extremamente inconveniente, teve seu lado bom, porquanto o pai presidente viu-se no dever de contrariar as afirmações insanas. Os otimistas certamente consideramos apropriado adágio antigo: “não há males que não tragam o bem”.

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