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Cláudio Vieira
Opinião

Artigo Cláudio Vieira

Por Cláudio Vieira
OPERAÇÃO

Por que dizer não à Lava Jato?

Cláudio Vieira

17/06/2019 16h04

O procurador Deltan Dallagnol e o então juiz federal Sergio Moro
DivulgaçãoO procurador Deltan Dallagnol e o então juiz federal Sergio Moro

Nos últimos dias temos sido bombardeados, principalmente pela Rede Globo (sempre ela), com notícias sobre supostas más ações dos procuradores da Lava Jato, e também do Juiz Sérgio Moro, apressadamente destituídos da condição de heróis nacionais, fautores da limpeza ética no Brasil. As informações são resultado de invasão ilícita aos telefones dos membros do Ministério Público Federal e do Juiz Moro, atual Ministro da Justiça, crime capitulado no Código Penal Brasileiro. A intenção, é claro, desmerecer aqueles que nos últimos anos têm desempenhado suas funções com o saudável intuito de melhorar a administração pública, expungindo as mazelas e ilicitudes praticadas por agentes públicos.

A Lava Jato deve mesmo ser desmontada. Afinal, durante o curto período de dois ou três anos a operação ousou limpar o Brasil de corrução, peculato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

A Lava Jato deve mesmo ser desmoralizada. Afinal, seus protagonistas, como nunca visto antes neste País, ousaram processar, denunciar e condenar pessoas poderosas, políticos e empresários que, em conluio malsão, espoliaram impunes o erário durante anos.

A Lava Jato deve mesmo ser desmascarada. Afinal, o trabalho diuturno de seus policiais, procuradores federais, juízes (Sérgio Moro o principal deles) lograram impedir que a sangria das riquezas brasileiras continuasse indefinidamente, roubando recursos da saúde, da educação, da segurança, da vida dos cidadãos.

A Lava Jato deve ser mesmo extinta, para que criminosos do colarinho branco já presos, condenados e cumprindo pena retornem ao convício social e continuem a espoliar o povo brasileiro; e outros ainda soltos, mas que exercem atividade deletéria da corrução, do peculato, da lavagem de dinheiro público, em quadrilhas bem conhecidas que se ufanam de terem sido eleitos por cidadãos vilmente enganados, como se isso fosse autorização para o dos recursos públicos.

A Lava Jato deve ser mesmo desacreditada, pois ousou dar agilidade à Justiça, outra convenientemente lenta, salvo raras exceções.

A Lava Jato deve ser mesmo esquecida, simplesmente porque trouxe esperança a milhões de brasileiros que um dia acreditaram terem eleito pessoas dignas e honestas como seus mandatários. Interrompamos, pois, esse caminhar em direção à grandeza ética do País

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