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Alari Romariz
Opinião

Alari Romariz

Por Alari Romariz
OPINIÃO

Esquerda e direita

22/06/2020 16h04

O Brasil vive uma crise sem precedentes. O vírus invisível está solto pelo país inteiro. O sistema de saúde não dá conta do excessivo número de doentes. A economia se afunda num enorme buraco por conta dos gastos com a Covid 19. O comércio e a indústria estão praticamente parados e as escolas fechadas.

Apesar de tudo isso, várias autoridades lutam para derrubar o presidente. Judiciário e Legislativo só pensam em aparecer na mídia. Prende fulano, solta beltrano, invade a casa de parlamentares, toma o celular do Bolsonaro, obriga o governo a tornar pública uma reunião ministerial. Ordens tão absurdas, nunca vistas em nossa terra.

Os Poderes se misturam em funções que não são suas. O Legislativo devolve Medidas Provisórias do Executivo sem nem julgar. O Judiciário manda a Polícia Federal prender ativistas de direita, ligados ao Planalto, mas desconhece atos dos esquerdistas por achar que eles estão certos.

Faz até medo ouvir os noticiários: as emissoras de rádio e TV apresentam os fatos de acordo com a opinião do dono. A mais radical de todas é a Rede Globo. Critica o presidente, elogia os presidentes da Câmara, do Senado e do STF. Se a matéria beneficiar o governo federal, logo em seguida a distorce para criticar.

Vejo sempre dois, três noticiários, para fazer um balanço e ver em quem acreditar. Vejo a internet e me assombro com a discrepância das informações.

Darei um exemplo bem claro: Lula declarou que Bolsonaro deve morrer, Zé Dirceu informou que vai tomar o poder. Todos dois estão em liberdade condicional. Mas não vejo autoridade nenhuma fazer críticas a eles, tomar-lhes o celular ou invadir as casas dos dois líderes da esquerda.

O chefe do Executivo, que já anda meio perturbado com tanta pressão, afirmou nas redes sociais que está perdendo a paciência com o STF, pois eles, os ministros, acusam, apuram e julgam. Foi uma loucura: ele quer intervenção militar, dizem uns, evocou o AI-5, dizem outros. Só faltam afastar o moço!
Ouvi umas declarações do vice-presidente sobre a convocação das Forças Armadas e vi, nas entrelinhas, um recado para o Bolsonaro: “O presidente não quer intervenção, mas, mesmo que ele queira, as Forças Armadas não entrarão nessa”. 

Houve no sábado, 13 de junho, em São Paulo, um movimento de esquerda para derrubar o chefe do Executivo. Segundo a mídia, tudo transcorreu em plena normalidade. Centenas de pessoas juntas pelas ruas da capital paulista e nada aconteceu. Pouco foi filmado e nada comentado. 

Na mesma noite, em Brasília, a Polícia Militar desfez o acampamento de trinta ativistas de direita, fogos de artifício foram lançados contra o prédio do STF e na segunda-feira, dezenas de pessoas foram presas e parlamentares ligados a Bolsonaro tiveram suas casas revistadas.

Esses dois fatos me fazem lembrar a célebre frase: “Para os inimigos, a lei; para os amigos, as benesses”. A imprensa e os dois Poderes, Legislativo e Judiciário, agem abertamente contra o Executivo.
Sinceramente, acho que o Bolsonaro e os filhos têm feito algumas bobagens. Mas uma série de medidas foram tomadas contra a corrupção que vinha assolando o país inteiro nos últimos anos.

Outro fato que irrita quem votou no Bolsonaro foi a aliança dele com o Centrão. Acompanho alguns personagens desse grupo do Congresso Nacional e sei que “não dão murro em ponta de faca”. Vamos esperar para ver o resultado de tal aliança. Tenho certeza de que haverá arrependimentos depois.

Enfim, os políticos ao invés de estarem preocupados com o vírus que se alastra pelo Brasil, só querem impedir o presidente de governar, sem imaginar o que virá pela frente. É a turma do “quanto pior ficar, melhor será”.
Apesar de ser sindicalista, pouco participei de movimentos de rua. Vejo dos dois lados muitos aproveitadores, e alguns com interesses políticos: Lula, Zé Dirceu, Vicentinho, Paulinho da Força, Luís Medeiros, todos exemplos vivos.
Preocupa no momento a Covid-19, que vem acabando com nosso país. A hora é de lutar contra o vírus invisível, porque ele não respeita ninguém: nem de direita, nem de esquerda.

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