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Alari Romariz
Opinião

Alari Romariz

Por Alari Romariz
OPINIÃO

Vão para bem longe!

04/05/2020 13h01

Esses dois últimos anos foram bem complicados. Quando pensamos que tudo vai melhorar, vem uma bomba de proporções enormes.,Em 2019, maio, sofremos um grave acidente de carro e quase morremos. O automóvel teve perda total e consequências sérias ocorreram conosco. Quando vemos a morte de perto, valorizamos mais a vida e agradecemos a Deus por tudo de bom que nos acontece. 

Depois de um fato tão terrível, começamos a lidar com tudo que precisava ser resolvido. Um dos grandes problemas foi o seguro do veículo. A documentação exigida é horrivelmente complicada. Tudo se faz por telefone e pela internet. Nada pessoalmente. Foram quase oitenta dias de contatos e envio de documentos. Para chegar ao pagamento do seguro foi dificílimo. Em compensação, para fazer um seguro auto é tão rápido que não dá para acreditar. São situações completamente distintas.

O ano de 2019 foi repleto de aborrecimentos, doenças em família, contatos com advogados, diálogos fortes, nada de agradável que nos levasse a um tempo de alegrias.

Finalmente, vem o Natal, as festas de fim de ano, e entra 2020. Começamos a rezar por um tempo melhor. Chega de sofrimentos, pensamos. O fim da vida está próximo e Deus vai nos mandar dias melhores. Que nada! Novamente aborrecimentos, doenças em família, atribulações gigantes. Mal sabíamos nós que em março e abril viria um vírus aperreando o mundo todo e matando gente bem rapidamente.

De repente, os idosos são pessoas de risco para se contaminarem com o bicho invisível e não podem sair de casa. Onde ele está? Como encontrá-lo? O que fazer? A primeira atitude foi dispensar os empregados, pois eles vêm para sua casa todos os dias, podem ser contaminados e nos contaminar.

O mundo virou de pernas pro ar! Não adianta viajar, visitar amigos, sair às ruas! Mas há os que precisam trabalhar, começando pelos profissionais de saúde. Precisam cuidar dos doentes, ir aos hospitais, correndo o risco da contaminação.

Se adoecermos de algo que não seja pelo Coronavírus, ficamos receosos de procurar hospitais. Estão cheios de pessoas infectadas que lá se internaram. Fazer o quê? Pessoas que têm câncer, fazem hemodiálise, tiveram infarto, AVC, o que devem fazer? Ficar em casa esperando morrer, ou ir para um hospital com medo de ser infectado?

Os profissionais liberais precisam sair de casa para trabalhar e os comerciantes para vender seus produtos. Mas vender o quê, se os consumidores sumiram? Os corretores de imóveis como podem oferecer casas, apartamentos, terrenos? Restaurantes fechados, hotéis completamente esquecidos. Viagens aéreas ameaçadas, shoppings, cinemas, praças de alimentação, tudo sem funcionar.

Aí, vem a história dos contrastes: como fazer o isolamento social na periferia, nas favelas? O que aconselhar às pessoas que vivem em tais lugares? Quem tem uma boa casa, um bom apartamento, renda suficiente para viver é um excelente candidato ao isolamento social. E como proteger os menos privilegiados.

E as crianças e adolescentes que estão em casa sem aulas? Aí veio a solução de aulas pela internet. Serve isso para quem pode ter em casa um computador ou um tablet. Solução que se aplica para quem estuda nas escolas particulares. Entretanto, a grande maioria estuda nos colégios públicos e nem sonha com internet domiciliar.
Esperar que os políticos do país se preocupem com tantos problemas é desejar além da realidade.

Enquanto o vírus se alastra, eles, os dirigentes, brigam por cargos, por dinheiro público, para serem “amigos” do presidente. Só há duas soluções: sermos amigos uns dos outros, ajudarmos dentro do possível ao nosso próximo. E pedir a Deus, com muita força, que leve 2019 e 2020 para bem longe de nós.
Ele existe. Não duvidem!

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