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IGACI

Município suspende pagamento do salário de vice que rompeu com prefeito

Alberes Cândido denuncia que medida é perseguição política, adotada após ele passar à oposição

Tamara Albuquerque

12/05/2022 08h08 - Atualizado em 12/05/2022 09h09

Município de Igaci, em Alagoas
Reprodução YoutubeMunicípio de Igaci, em Alagoas

O rompimento político entre prefeito e vice-prefeito do município de Igaci, em Alagoas, gerou um fato inusitado: a suspensão do pagamento do salário do vice, Alberes Cândido, pela Prefeitura. A denúncia foi feita pela "vitima" em entrevista à Rádio Sampaio. O salário de um prefeito ou vice varia de acordo com o município, pois é definido pela Câmara Municipal, mas mão pode ultrapassar R$ 39.293,32 mensais, o atual teto do funcionalismo público.

Segundo Alberes (Cidadania), depois de 1 ano e 3 meses de mandato recebendo o subsídio em dia, sempre na data 30 de cada mês, o pagamento foi suspenso "por ordens superiores", segundo resposta de funcionários da Secretaria Municipal de Administração. Alberes denuncia a medida como perseguição política, pois ocorre no momento em que ele deixou de "comungar" com os ideais do prefeito, Petrúcio Barbosa (MDB), e se declarou oposição.

O vice-prefeito não entrou em detalhes sobre a questão política que teria desencadeado o rompimento com a atual gestão, mas disse que havia perdido espaço na Administração. O espaço a qual fez referência era nas decisões e solicitações encaminhadas ao prefeito e também o espaço físico.

Vereador em três mandatos por Igaci e filho de uma família com tradição política, o vice-prefeito denunciou que não tinha mais "nem uma cadeira" no chamado gabinete, sala que ficava isolada dos demais ambientes na prefeitura. Hoje, Alberes relata que atende a população e os vereadores na rua, na residência dele, na casa de amigos e por telefone.

O rompimento do prefeito e vice teria sido oficializado há um mês, quando Alberes passou a reclamar pela "falta de compromisso do prefeito Petrúcio Barbosa com o projeto político apresentado na campanha e discordância em decisões tomadas". Porém, o vice afirma que não houve embate entre os dois.

Durante a entrevista, o vereador Neno Toledo, que é oposição, declarou apoio ao vice-prefeito, em nome do grupo que ele representa na Câmara, e reforçou que a suspensão do salário de Alberes ocorria por perseguição política. O Extra tentou contato com o prefeito para ouvir a versão sobre a denúncia, mas até a publicação desta matéria não obteve sucesso.

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