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POLÍTICA

Klever Loureiro impõe jeito próprio de governar e assusta aliados

Odilon Rios

07/05/2022 11h11

Ao demitir Santoro, governador Klever Loureiro manda recado: “ninguém é imexível no governo”
Secom/ALAo demitir Santoro, governador Klever Loureiro manda recado: “ninguém é imexível no governo”

Em busca de um jeito próprio no Executivo, o governador interino Klevver Loureiro faz mudanças na equipe, gera burburinho entre deputados estaduais, sustos e silêncios nos Calheiros e se fechou entre os blocos de vidro do Palácio República dos Palmares, mais longe dos holofotes e perto dos filhos.

Os irmãos, também ex-prefeitos de Japaratinga, são companhias constantes neste novo momento do pai. Intermedeiam encontros dos visitantes que chegam ao Palácio. No lado de fora, é empurrado para a arenga entre o presidente da Câmara Arthur Lira (PP) e o senador Renan Calheiros (MDB).

O último compromisso público foi registrado nas redes sociais: em Santana do Ipanema. Lá pregou a harmonia entre os poderes. Isso foi no 29º dia de mandato. No 34º demitiu o imexível secretário da Fazenda George Santoro, apontado como responsável pelo bom desempenho das contas estaduais, o polêmico leilão de serviços da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) e o corte de 14% em aposentadorias e pensões para tapar o rombo da Previdência local.

Ao sair, deixou R$ 4 bilhões em caixa, cinco hospitais construídos na pandemia e outros cinco à beira da inauguração. Outros secretários, todos indicados por Renan Filho (MDB), devem sair nos próximos dias. O gesto é interpretado como rasteira política nos Calheiros. Publicamente Loureiro acusou Santoro de tumultuar a administração. O ex-secretário não respondeu. Seu grupo político crê que o técnico não vai aceitar voltar ao comando da Sefaz quando o deputado Paulo Dantas (MDB) assumir o governo-tampão.

Há quem interprete, na Assembleia e os mais ligados a Renan Filho, que o gesto do interino é pragmático. “Renan sabia do risco que estava correndo ao deixar o governo. Ele não tem mais a caneta, Klever tem e mostra que quer fazer o governo dele”, disse uma fonte.

“Ele cumpriu o que prometeu e agora a situação é diferente: ninguém sabe até quando ele será governador e ele precisa fazer alguma coisa até lá. As coisas não podem parar”, disse outro. De fato, o presidente do Tribunal de Justiça licenciado deveria ficar no comando do Estado por 30 dias, entregando o poder ao sucessor. O prazo acabou no dia 2. O plano dos Calheiros falhou.

Leia a matéria na íntegra no jornal EXTRA, nas bancas!

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