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JUSTIÇA

Ex-esposa cobra R$ 1,2 milhão de honorários a Rodrigo Cunha

Lavínia Cavalcante processa o ex-marido e exige pagamento de trabalhos advocatícios

José Fernando Martins

23/01/2022 14h02

Advogada, Lavínia afirma não ter recebido pelos serviços prestados em processos defendidos por Rodrigo Cunha
ReproduçãoAdvogada, Lavínia afirma não ter recebido pelos serviços prestados em processos defendidos por Rodrigo Cunha

A advogada Lavínia Cavalcante está processando o ex-marido, o senador e também advogado Rodrigo Cunha (PSDB), e cobra na Justiça um valor milionário referente a honorários advocatícios. O processo tramita desde julho do ano passado na Vara Cível da Capital, com audiência de conciliação marcada para o dia 14 de março de 2022, às 14 horas.

Advogando por causa própria, Lavínia conta que ajudava o então esposo em diversas ações na Justiça Federal alegando ter direito aos resultados financeiros com as vitórias processuais, um valor total de R$ 1,2 milhão. Na ação, ela relata que prestou consultoria em alguns processos complexos tanto administrativos junto à Câmara dos Deputados quanto judiciais e, que por razões afetivas, não houve acerto, à época, de honorários advocatícios.

Ambos casaram em 2005, mas atualmente estão divorciados. Lavínia conta que foram quase 17 anos de trabalho árduo em cima de processos e, que mesmo após o fim da sociedade conjugal, permaneceu dando assistência às ações. Como está detalhado no processo, a advogada não realizou nenhum tipo de contrato por ser casada pelo regime de comunhão parcial de bens com o senador e, consequentemente, acreditou que seu esforço e trabalho seria revertido também para os filhos. Após separação, a advogada informou ao Judiciário que Cunha não quis realizar a partilha dos bens, o que motivou a formalização de um processo judicial autônomo de divórcio e de alimentos para os filhos.

Em março de 2020, já após a separação do casal, um dos processos pelo qual Lavínia luta por honorários foi pautado para julgamento e foi necessária a ida ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, em Recife (PE), para entregar memoriais e despachar pessoalmente para aclarar os magistrados quanto aos melindres da causa. Lavínia, conforme descrito na ação, informou Cunha que só iria se suas diárias e despesas de viagem fossem pagas. 

O senador aceitou e chegou a pagar uma diária, providenciou hotel e transporte, mas mesmo autorizando a viagem, deixou de pagar uma diária e despesas com alimen[1]tação. “Por diversas vezes, a autora [no caso, a própria] solicitou o pagamento das despesas e da diária faltante após seu regresso, mas o réu negou-se a pagar”, frisou a advogada. “Há dois anos tento celebrar amigavelmente um acordo quanto aos honorários, mas todas as tentativas restaram infrutíferas”, afirma a advogada. 

No Instagram, Lavínia Cavalcanti se descreve como advogada dos filhos, que luta pela dignidade, saúde e felicidade das crianças, e que é especialista em pensão, guarda e divórcio.

A assessoria do senador nega as declarações da advogada e ex-posa de Rodrigo Cunha e diz que “o que de fato existe é um questionamento em uma ação judicial, na qual ela pede pagamento de honorários advocatícios em causas em que ela atuou como advogada enquanto esteve casada com Rodrigo Cunha".

Leia a matéria na íntegra na edição atual do Jornal EXTRA, nas bancas!

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