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PANDEMIA

Brasil enfrenta pressão contínua no combate ao coronavírus, diz OMS

Reuters

10/08/2020 12h12

Diretor do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan
DivulgaçãoDiretor do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan

Indicadores apontam que o sistema de saúde do Brasil, que tem o segundo maior número de infecções por coronavírus do mundo, enfrenta pressão contínua, afirmou a Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta segunda-feira.

Mike Ryan, o principal especialista em emergências da OMS, disse em uma entrevista coletiva em Genebra que a taxa de ocupação das unidades de terapia intensiva (UTI) excede 80% em muitos locais do país e, em alguns casos, supera 90%.

“Sustentar isso por meses é uma tarefa quase impossível”, afirmou ele, atribuindo o mérito do funcionamento dos hospitais aos profissionais de saúde brasileiros.

O país já registra mais de 3 milhões de casos confirmados de Covid-19, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, além de mais de 101 mil mortes.

Ryan ressaltou que, apesar de a curva do vírus parecer levemente achatada, o contágio não apresenta redução.

“A taxa R ou número reprodutivo da doença varia entre cerca de 1,1 e 1,5, então a doença ainda está se espalhando ativamente pela maior parte do país”, disse ele, acrescentando que o índice de testes positivos para o vírus segue acima de 20% em muitos casos.

Em uma série de tuítes no domingo, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o uso da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19.

Mesmo admitindo que não existe “ainda comprovação científica” da eficácia do medicamento, o presidente afirma taxativo que o remédio “salvou a minha vida e, como relatos, a de milhares de brasileiros”.


O especialista da OMS, no entanto, reitera que não há comprovação científica de eficácia do medicamento contra a malária para tratar a doença respiratória provocada pelo novo coronavírus.

“É direito soberano de qualquer nação decidir o que acredita ser o melhor tratamento e curso de ação para o manejo clínico da doença. Atualmente, de todos os ensaios clínicos randomizados que foram publicados, a hidroxicloroquina não se mostrou um tratamento eficaz contra a Covid-19”.

“Em uma situação como essa, a hidroxicloroquina não é uma solução e nem uma bala de prata”, completou Ryan.

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