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acusado de corrupção

Câmara cria nova CEI para cassar prefeito de Rio Largo

É a segunda investigação contra Gilberto Gonçalves por desvio de recursos públicos

José Fernando Martins

31/07/2020 08h08 - Atualizado em 31/07/2020 08h08

O prefeito de Rio Largo, Gilberto Gonçalves
DivulgaçãoO prefeito de Rio Largo, Gilberto Gonçalves

O prefeito de Rio Largo, Gilberto Gonçalves (PP), vai ser novamente investigado pela Câmara de Vereadores. O parlamento riolarguense decidiu na quinta-feira, 30, criar uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar as denúncias de improbidade administrativa resultantes de um dossiê elaborado pela procuradora efetiva do município Karla Brandão Muniz Formiga da Carvalho.

Apenas um vereador foi contra a investigação. Ismael Ferreira (PRTB) tentou convencer os colegas de plenário a conceder um pedido de vistas, o que adiaria a votação. Porém, a tentativa do edil acabou fracassada. A presidência da comissão estará a cargo da vereadora Patrícia Pinto (PSDB) e a relatoria sob os cuidados de Romildo Calheiros (PSC). A vereadora Daniela Pagão (MDB) também será membro da CEI.

Caso as denúncias sejam confirmadas pelos parlamentares, Gilberto Gonçalves deverá perder o cargo pela segunda vez, o que impedirá seu projeto de reeleição. O primeiro afastamento do gestor ocorreu em meados do ano passado, quando o prefeito foi investigado por nomear os filhos para gerir secretarias do município. Gabriela Cristina Gonçalves da Silva Cordeiro, por exemplo, exerceu o cargo de secretária municipal de Relações Institucionais (Serin) com 19 anos. A jovem sequer possuía idade mínima estabelecida por lei para exercer o cargo de secretaria municipal.

O filho Geoberto Gonçalves da Silva Cordeiro também assumiu cargo público, junto à irmã, mesmo ambos sendo sócios de empresas, o que também não seria permitido por lei. Com a cassação do gestor, a prefeitura caiu nas mãos de Cristina Gonçalves, esposa do prefeito. Porém, o afastamento foi breve (menos de dez dias). O presidente do Tribunal de Justiça, Tutmés Airan, anulou a decisão da Câmara Municipal e devolveu o cargo ao prefeito.

As novas denúncias contra o prefeito, oficializadas pela procuradora do Município, também chegaram ao Ministério Público do Estado (MPE), que instaurou Procedimento de Investigação Criminal contra Gilberto Gonçalves para apurar suposta improbidade administrativa. O prefeito teria firmado sem anuência da Procuradoria, contratos de locação de máquinas pesadas para reforma de escolas e compra de materiais de construção. A gestão municipal teria firmado contrato no valor de R$ 20 milhões com, pelo menos, duas empresas que funcionariam apenas de fachada.

"Como procuradora do quadro efetivo há 18 anos, não tenho poderes para fiscalizar, mas, também, não posso me omitir diante de uma denúncia que recebi por terceiros, mas que apresentam indícios de irregularidades, já que os contratos de compra e aluguel, feitos no município, devem passar pela Procuradoria, mas estes não passaram", informou Karla Brandão à imprensa, quando divulgou o dossiê que incrimina Gilberto Gonçalves.

Na ocasião, a Prefeitura de Rio Largo, em nota, informou que toda contratação realizada pela atual gestão foi realizada com processos licitatórios seguindo os trâmites da lei. “É lamentável o claro equívoco a que foi levada a eminente procuradora, Karla Brandão Formiga de Carvalho, ao publicizar notícia em desamparo com a verdade dos fatos. A gestão do prefeito Gilberto Gonçalves prossegue firme no propósito de entregar melhores oportunidades de vida para todas as pessoas da cidade, e permanece à disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários”, finalizou a nota.

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