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PROPINA DA ODEBRECHT

PGR prorroga inquérito que investiga Renan Calheiros na Lava Jato

Redação com Valor Econômico

21/02/2020 14h02 - Atualizado em 21/02/2020 14h02

Senador Renan Calheiros
DivulgaçãoSenador Renan Calheiros

O inquérito em que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) é suspeito de receber propina da Odebrecht em troca de apoio a projetos de lei de interesse da empreiteira no Senado foi prorrogado por mais 60 dias. O pedido foi feito nesta sexta-feira, 21, pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

O caso é apurado no âmbito da Operação Lava-Jato e tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a relatoria do ministro Edson Fachin, que irá decidir sobre a solicitação.

De acordo com o portal Valor Econômico, o parecer assinado pela procuradora Lindôra Araújo, coordenadora da forca-tarefa da Lava-Jato na PGR, solicita que os demais envolvidos no esquema sejam investigados na primeira instância de Brasília.

Também fazem parte do inquérito os ex-senadores Romero Jucá, Gim Argello e Delcídio do Amaral e os ex-ministros Guido Mantega e Fernando Pimentel.

O episódio de favorecimento à Odebrecht no Senado foi em torno de um projeto apelidado de "Guerra dos Portos", que visava diminuir a alíquota de ICMS de importação dos Estados, reduzindo o incentivo fiscal a produtos importados.

A investigação apura repasses de aproximadamente R$ 8,5 milhões a políticos, valor extraído das tabelas do "departamento de propina" da Odebrecht, para interferir na tramitação do projeto.

A procuradora afirma que os aspectos estruturais do esquema criminoso já foram desvendados, mas ainda resta aprofundar o caminho percorrido pelo dinheiro ilícito à época dos fatos.

Ainda está pendente, por exemplo, descobrir de quem é o codinome "Glutão", inscrito nas planilhas de propina da empresa como recebedor de R$ 3 milhões em vantagens indevidas.

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