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OPERAÇÃO ARREMATE

Assessor de Collor foi laranja na compra de R$ 6 milhões adquiridos em leilão

ESTADÃO CONTEÚDO

12/10/2019 13h01 - Atualizado em 12/10/2019 13h01

Fernando Collor foi alvo de operação policial e é acusado em crime de lavagem de dinheiro
Eduardo Anizelli/FolhapressFernando Collor foi alvo de operação policial e é acusado em crime de lavagem de dinheiro

Tarso de Lima Sarmento, assessor parlamentar júnior de Fernando Collor (PROS-AL), ganha R$ 4,6 mil mensais líquidos do Senado, mas é apontado como o laranja do parlamentar na compra de R$ 6 milhões em imóveis adquiridos em cinco leilões. A informação consta em representação da Procuradoria-Geral da República pela deflagração da Operação Arremate, que pôs a Polícia Federal nas ruas na sexta-feira, 11, em endereços ligados ao senador.

Os 16 mandados de buscas autorizados pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Edson Fachin em 26 de setembro foram requeridos no dia 9 do mesmo mês pela então procuradora-geral, Raquel Dodge, sucedida por Augusto Aras, escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro.

Em representação ao ministro, a procuradora-geral conta que as investigações nasceram de um denunciante que foi preservado 'por temer represálias'. Ele já apontava Tarso como homem de confiança de uma 'pessoa muito influente'. 

A Procuradoria da República em Alagoas chegou a pedir o arquivamento da investigação, que foi rejeitado pela 13ª Vara Federal do Estado. O caso foi remetido à 2ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público, que também não concordou e determinou mais diligências, além de trocar o procurador do caso. 

Em nova investigação, o Ministério Público Federal chegou à conclusão de que os valores dos imóveis arrematados por Tarso foram, em parte, pagos pela empreiteira CCB Engenharia, que, segundo os investigadores, possui contratos 'vultosos' com o Estado de Alagoas.

"Ademais, o próprio Tarso declarou ter efetuado o pagamento com valores transferidos pela pessoa
jurídica CCB ENGENHARIA", segundo afirma a PGR. Raquel narrou como se deu, por exemplo, a aquisição de um imóvel de R$ 1,7 milhão. "Essa dinâmica de pagamentos evidencia que o pagamento do bem arrematado por Tarso de Lima Sarmento no valor de R$ 1. 700.000,00 foi realizado, integralmente, com recurso oriundos da pesso, jurídica CCB Engenharia, futura compradora do bem ' pela quantia de R$ 2.065.000,00 e pessoa jurídica que teria emprestado, anteriormente, R$ 1.600.000,00".

No ano de 2010, época das transações, o assessor declarou rendimentos de R$ 39 mil à Receita. Seus
imóveis chegavam a R$ 358 mil. "Observou-se também a existência de diversos depósitos feitos na conta
pessoal de Tarso Sarmento que, somados, ultrapassam o montante de R$ 500.000,00 entre setembro e
outubro de 2010".

A ex-procuradora-geral ainda lembra que o período de 2010 e 2014 é contemplado em denúncia contra o
senador por supostas propinas na BR Distribuidora. Em alegações finais, a Raquel chegou a pedir 22 anos,
8 meses e 20 dias de cadeia para Collor. Os esquemas, segundo ela, chegam a R$ 50 milhões em
propinas. 

Em sua página do Twitter, o senador Fernando Collor escreveu: "Estou indignado com a tentativa de
envolver meu nome num assunto em que não tenho nenhum conhecimento ou participação. Trago a
consciência tranquila e a certeza de que, mais uma vez, ficará comprovada a minha inocência."

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