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Presidente da Câmara diz não ver motivo para suspensão da CPI

Trabalhos da comissão foram paralisados até o final do 1º turno da eleição. ‘Esperávamos que a CPI continuasse nesse período’, afirmou Marco Maia

Do G1, em Brasília

05/09/2012 13h01

Presidente da Câmara diz não ver motivo para suspensão da CPI

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), afirmou nesta quarta-feira (5) que não havia motivos para a suspensão temporária dos trabalhos da CPI Mista do Cachoeira.

Nesta terça, o presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), anunciou que a comissão suspendeu os trabalhos até o final do primeiro turno das eleições.

“É óbvio que todos nós esperávamos que a CPI continuasse nesse período. Eu não vejo nenhum motivo para não haver sessões da CPI nesse período. Mas é uma decisão que cabe ao presidente [da comissão] e ele deve ter tomado a decisão baseado em alguma análise política”, disse o presidente da Câmara.

De acordo com Vital, a falta de quórum motivada pelo período eleitoral foi o principal motivo da suspensão. A parada temporária da comissão foi anunciada após reunião dos líderes partidários da CPI na tarde desta terça. Somente o PPS não concordou com a decisão.

Pelo calendário anunciado, a CPI só voltará a se reunir na primeira semana de outubro, quando o relator, deputado Odair Cunha (PT-MG) pretende apresentar um relatório preliminar dos trabalhos da comissão.

Novas oitivas de testemunhas e a realização de reuniões administrativas para a quebra de sigilo de empresas ligadas à Construtora Delta, suspeita de participar do esquema do contraventor, só devem ser decidas após a as eleições.

Embora tenha manifestado contrariedade com a suspensão temporária, o presidente da Câmara disse acreditar que a comissão não deve sofrer prejuízos.

“Não há prejuízo para o processo de investigação já que há outras investigações em curso. A CPI pode depois, inclusive, ter mais elementos para continuar suas investigações”, disse.

Leréia
O presidente da Câmara ainda afirmou que a tendência é a Mesa da Câmara dos Deputados aguardar uma posição da CPI Mista para depois anunciar os procedimentos referentes ao parecer do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), que recomenda a cassação do mandato deputado federal Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO).

Leréia é considerado suspeito de envolvimento com os negócios do contraventor. Nesta terça, o deputado não compareceu ao depoimento que prestaria à CPI Mista. O novo depoimento do deputado à comissão ainda não tem data marcada.

“Acho que este procedimento [aguardar a CPI] é mais adequado. Espera o resultado da CPI, as investigações todas que forem levantadas na CPI, e depois você faz o parecer aqui na Câmara. Mas não é uma regra objetiva. Pode ser feito uma análise anterior na Câmara dos Deputados. Esta é uma decisão que a mesa deve tomar nos próximos dias”, disse Maia.

Segundo a Polícia Federal, Leréia mantinha relação próxima com Cachoeira e, conforme gravações de escutas telefônicas, chegou a receber a senha do cartão de crédito do bicheiro.

O deputado diz que a relação se limita a amizade pessoal e se dispôs a falar na CPI que investiga as relações do contraventor. Apesar das investigações, o presidente da Câmara diz que não há pressa da Casa em tomar uma decisão.

“No caso dos parlamentares, nós temos intervenções esporádicas, e está sendo investigado isso, sendo apurado. Não vejo pressa para se tomar uma decisão antes da CPI”, afirmou Maia.

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