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Na teia do Cachoeira

Depoente relata ameaças e CPI pede proteção policial

Roseli Pantoja aparece como sócia de empresa ligada a Cachoeira. Ela afirmou que passou procuração ao ex-marido para abrir empresa

Do G1, em Brasília

29/08/2012 13h01

A comerciante Roseli Pantoja, que prestou depoimento à CPI Mista do Cachoeira na semana passada, relatou à comissão nesta quarta-feira (29) que ela e sua família estão sofrendo ameaças.

Devido aos relatos, o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), determinou nesta quarta-feira (29) que seja solicitada proteção policial à testemunha.

“Esta comissão solicitará, em expediente, ao Ministério da Justiça, proteção policial para a senhora Roseli Pantoja, seus filhos e seu ex-marido”, disse o senador.

Segundo Vital do Rêgo, em telefonema à secretaria da CPI nesta quarta, Roseli narrou que está sendo “brutalmente ameaçada”. Em seu depoimento, Roseli afirmou que passou uma procuração ao ex-marido para ele abrir uma empresa. Segundo a Polícia Federal, Roseli aparece como sócia da empresa Alberto & Pantoja Construções, que seria ligada ao esquema do contraventor.

Roseli confirmou que foi casada com Gilmar Carvalho Morais, que é sócio da G&C Construções Ltda, também tida pela Polícia Federal como empresa fantasma do esquema. Segundo ela, eles se separaram há dez meses. Ela negou ter sociedade com ele e também disse desconhecer que ele tenha uma empresa. "Ele é contador, pelo que eu saiba ele não tem empresa nenhuma."

No telefonema à comissão, Roseli relatou que seu ex-marido também está sofrendo ameaças. Ao G1, o contador afirmou que teve os dados pessoais usados e diz ter uma suspeita sobre quem tenha feito isso, mas não quis revelar o nome da pessoa ao G1. Ele relata que, após o escândalo ter sido revelado, a pessoa de quem ele suspeita “desapareceu”. Questionado, afirma que não conhece nenhum dos citados no esquema Cachoeira.

O presidente da comissão também pediu proteção policial ao contador, e determinou que a Polícia do Senado localize o contador para depoimento imediato à comissão.

“Determinei que a Polícia do Senado, em regime de urgência, faça contato com o senhor Gilmar para saber se há possibilidade de sua presença em caráter extraordinário nesta comissão. A Polícia do Senado está tentando localizar. O primeiro novo depoimento da comissão será do senhor Gilmar Carvalho”, disse.

O nome de Gilmar Morais surgiu na semana passada na CPI, quando Roseli prestou depoimento como suspeita de ser sócia da Alberto & Pantoja, empresa investigada pela Polícia Federal por supostamente receber dinheiro da Delta, construtora que, segundo a PF, mantém vínculos com o grupo do contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

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