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Depoimento de Carlos Cachoeira na CPI é remarcado

A promessa é que não passa da semana que vem

Brasília

16/05/2012 09h09

Depoimento de Carlos Cachoeira na CPI é remarcado

Foi remarcado o depoimento do bicheiro Carlinhos Cachoeira na CPI. A promessa é que não passa da semana que vem. Agora os advogados de defesa de Cachoeira vão ter acesso às investigações contra o bicheiro. Enquanto não ouve o depoimento, deputados e senadores analisam dados fiscais do bicheiro.

Os dados estão nos computadores da CPI e mostram que Carlinhos Cachoeira declarava à Receita Federal valores irrisórios perto da movimentação financeira dele. A polícia já tinha descoberto que ele embolsava, pelo menos, R$ 300 mil por mês com as casas de jogos.

Parlamentares que viram o Imposto de Renda do bicheiro relatam que ele declarou que nos últimos cinco anos pegou dinheiro emprestado e que guardava dinheiro em espécie, em casa.

“Ele declara um volume de rendimento não tributável, que paga um imposto muito pequeno. É uma declaração muito frágil diante daquilo que já sabemos da atividade na contravenção e como empresário formal que ele é”, aponta o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

Os advogados do bicheiro pediram e agora terão acesso a todos os documentos que estão na CPI. Foi uma exigência do Supremo Tribunal Federal que suspendeu o depoimento de Cachoeira previsto para esta terça-feira. A CPI agora quer que o Supremo reveja a decisão para que o contraventor possa depor na semana que vem.

A CPI vai completar um mês e ouviu até agora dois delegados em sessão secreta. “A morosidade da CPMI é decepcionante”, comenta o deputado Fernando Francischini.

O relator da CPI, o deputado Odair Cunha (PT-MG), reagiu às criticas: “É importante a gente ter clareza que o trabalho de uma CPMI não se dá só em oitivas. O trabalho da CPMI se dá com análise de dados”.

Agora a comissão espera também os dados do procurador-geral da República. A CPI mandou um questionário para ser respondido em cinco dias, no qual Roberto Gurgel deve explicar por que recebeu a denúncia em 2009 do envolvimento do senador Demóstenes Torres com a quadrilha e não deu prosseguimento.

No Senado, a situação de Demóstenes Torres piorou, segundo parlamentares. Ele responde a processo no Conselho de Ética que pode levar a cassação do mandato. Delegados da Polícia Federal falaram sobre o envolvimento dele com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Os dois foram flagrados em 416 ligações telefônicas entre 2008 e 2012. “Eles reafirmaram o que eles disseram na CPI. Seria, na visão deles, uma relação mais do que pessoal”, declara o senador Humberto Costa (PT-PE), relator Conselho de Ética.

O Superior Tribunal de Justiça adiou a decisão sobre o pedido de liberdade feito pela defesa do bicheiro. Com isso, ele continua preso na Penitenciaria da Papuda em Brasília até que o tribunal volte a analisar o caso.

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