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Barbosa diz que Peluso é 'tirânico' e que 'tentou manipular' julgamentos

Ao 'O Globo', Joaquim Barbosa falou de briga com ex-presidente do STF. Peluso havia dito que Barbosa é 'inseguro' e que reagia 'violentamente'.

Do G1, em Brasília

20/04/2012 12h12

Barbosa diz que Peluso é 'tirânico' e que 'tentou manipular' julgamentos

Em entrevista ao jornal "O Globo"publicada na edição desta sexta-feira (20), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a criticar o ex-presidente da Corte, Cezar Peluso - que deixou o comando do tribunal nesta quinta (19). Barbosa chamou Peluso de "tirânico" e afirmou que ele "tentou manipular resultados de julgamentos".

"As pessoas guardarão na lembrança a imagem de um presidente do STF conservador, imperial, tirânico, que não hesita em violar as normas quando se tratava de impor à força a sua vontade. Dou exemplos: Peluso inúmeras vezes manipulou ou tentou manipular resultados de julgamentos, criando falsas questões processuais simplesmente para tumultuar e não proclamar o resultado que era contrário ao seu pensamento. Lembre-se do impasse nos primeiros julgamentos da Ficha Limpa, que levou o tribunal a horas de discussões inúteis", disse Barbosa ao jornal.

A entrevista ao "O Globo" alimenta a guerra entre os dois ministros, explicitada em entrevistas publicadas nesta semana. Ao site da revista jurídica Conjur, Peluso, então como presidente da Corte, afirmou que Barbosa é uma pessoa “insegura”, que “se defende pela insegurança” e que reagiria “violentamente” quando provocado.

“A impressão que tenho é de que ele tem medo de ser qualificado como arrogante. Tem receio de ser qualificado como alguém que foi para o Supremo não pelos méritos, que ele tem, mas pela cor”, disse Peluso sobre o colega.

Um dia depois, Joaquim Barbosa reagiu às declarações. "O Peluso se acha”, disse. Ele também criticou declarações de Peluso sobre a corregedora do CNJ. O presidente da Corte disse que Eliana Calmon não deixaria qualquer “legado” ao sair da corregedoria e que teria se “deslumbrado” com a exposição na mídia.

Na entrevista publicada em "O Globo" nesta sexta, Barbosa chamou o período de Peluso no comando do tribunal de "desastrosa presidência" e disse que  ele "incendiou o Judiciário inteiro com sua obsessão corporativista".

Barbosa também criticou comportamentos racistas. "Ao chegar ao STF, eu tinha uma escolaridade jurídica que pouquíssimos na história do tribunal tiveram o privilégio de ter. As pessoas racistas, em geral, fazem questão de esquecer esse detalhesinho. [...] Peluso não seria uma exceção."

'Supreme bullyng'
O ministro Joaquim Barbosa disse ainda ao jornal que Peluso colocou processos dele na pauta de julgamento após cirurgia de quadril "para forçar" a ida dele ao plenário "pouco importando se a condição o permitia ou não".

Afirmou que, por conta do episódio, mostrou laudos médicos abrindo mão do direito à confidencialidade em relação à sua situação de saúde. "Desde então, aquilo que eu qualificquei jocosamente com os meus assessores como "supreme bullyng" vinha cessando. As fofocas sobre a minha condição de saúde desapareceram dos jornais."

Barbosa falou ainda que ele e Peluso pertecem "a mundos diferentes". "Eu aposto o seguinte: Peluso nunca curtiu nem ouviu dalar de The Ink Spots [grupo norte-americano de rock e blues). Isso aí já diz tudo do mundo que existe a nos separar."

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