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Teatro dos corruptos

Assinar CPI do Cachoeira seria 'falso heroísmo', diz Demóstenes

Senador de Goiás esteve no plenário do Senado na tarde de ontem, quinta-feira (19). Ele disse que espera ser chamado para falar na CPI sobre elo com bicheiro

Do G1, em Brasília

20/04/2012 10h10

O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) afirmou na tarde desta quinta-feira (19) que não assinou e nem assinará o requerimento de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos, autoridades e empresários. Ele é suspeito de ter usado o mandato para beneficiar o contraventor.

"Eu não faço falso heroísmo. A minha vida toda fui uma pessoa coerente. Assinar [a CPI] teria qual razão? Falso heroísmo?", disse o senador após sair do plenário do Senado, onde ficou por poucos minutos.

A criação da CPI mista foi oficializada em sessão do Congresso Nacional na manhã desta quinta, mas os senadores podem retirar assinaturas ou aderir à lista dos que apoiam até meia-noite.

Demóstenes afirmou que não foi procurado pelo colegas para assinar o requerimento e nem sabe quem são os senadores que pediram a criação da CPI. Mesmo assim, ele defendeu a postura dos colegas em pedir a instalação da comissão de inquérito.

"Eu respeito a decisão do Congresso. Acho que o Congresso tem razão para a CPI. Todos têm o direito de assinar a CPI", afirmou.

O senador ainda afirmou que espera ser chamado para falar à comissão. "Obviamente [serei chamado]", disse.

Demóstenes voltou a afirmar que vai falar no Conselho de Ética, onde responde a um processo por quebra de decoro parlamentar, que pode levar até mesmo à perda do mandato.

A próxima reunião do Conselho de Ética do Senado deverá ocorrer na próxima quinta-feira (26), quando se encerra o prazo para o senador apresentar sua defesa prévia para o conselho. A partir daí, o relator terá cinco dias para elaborar seu relatório. Em plenário, Demóstenes afirmou que só deve se manifestar após a defesa que será apresentada no conselho.

 

Criação da CPI
O primeiro-secretário do Congresso Nacional, deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO), fez na manhã desta quinta a leitura do requerimento que oficializou a criação da CPI para investigar as relações de Cachoeira com políticos, autoridades e empresários.

A sessão do Congresso foi presidida pela deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), que assumiu o posto na ausência do presidente do Senado e do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), internado em São Paulo e em licença médica.

Segundo Rose, até a manhã desta quinta eram 337 assinaturas válidas dentre 513 deputados e 72 assinaturas válidas dos 81 senadores. Para a criação de uma CPI mista, são exigidas, no mínimo, 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado.

 

Próximos passos
Fica aberto a partir desta quinta um prazo de cinco dias para os partidos indicarem os 16 deputados e 16 senadores que irão compor a comissão, além de outros 32 suplentes.

A presidente em exercício do Congresso, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), convocou sessão do Congresso para a próxima terça (24), na qual os nomes indicados pelos partidos para integrar a comissão serão encaminhados à mesa diretora do Congresso.

Pelo regimento, as legendas ou blocos terão direito à quantidade de vagas proporcional ao tamanho de suas bancadas. Os cargos mais cobiçados, a presidência e a relatoria, devem ficar, respectivamente, com o PMDB do Senado e o PT da Câmara.

A previsão é de que a comissão seja instalada na próxima quarta (25), com a escolha definitiva dos membros e elaboração de um plano de trabalho.

A CPI terá seis meses para investigar os fatos, mas o período pode ser prorrogado. Uma comissão de inquérito tem poderes para pedir quebra de sigilo fiscal e telefônico. Ao final, um relatório sobre a investigação será encaminhado para o Ministério Público Federal, que poderá tomar medidas judiciais cabíveis nas áreas cível ou criminal.

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