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Cabresto

Governo batalha para ter controle da CPI sobre ligações de Cachoeira

A oposição desfilou com listas de assinaturas. A favor da criação da CPI, foram 340 deputados e 67 senadores, mais que o dobro do necessário

G1, Bom dia Brasil

18/04/2012 11h11

A CPI sobre as ligações do contraventor Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários já têm um total de assinaturas em Brasília para acontecer. Agora, o governo batalha para ter o controle das investigações.

Para a CPI sair do papel é uma questão de burocracia: conferir as assinaturas e receber indicações de integrantes pelos partidos. Só aí começam os trabalhos.

Foi um acontecimento no Congresso. A oposição desfilou com listas de assinaturas. A favor da criação da CPI, foram 340 deputados e 67 senadores, mais que o dobro do necessário. Agora todas serão checadas. E o pedido precisa ser lido em plenário, só não tem que uma data certa para a CPI começar a funcionar.

“Vamos aguardar os resultados das conferências para a gente não ficar dando data e depois desdizendo”, afirma Valter Pinheiro, líder PT. “Se não houver a instalação essa semana, vai ficar claro que há um movimento no sentido de postergar, adiar as investigações”, aponta Bruno Araújo, líder do PSDB.

Deputados e senadores ainda podem retirar os nomes do pedido de criação da CPI ou assiná-lo, mas a preocupação do momento é outra: indicar os nomes dos parlamentares que vão fazer parte da comissão. Uma coisa é certa: os cargos mais importantes, de relator e presidente, que dão o ritmo aos trabalhos, vão ficar nas mãos de governistas.

Assim, o suposto envolvimento do governador de Goiás, que é do PSDB, com o esquema Cachoeira, pode vir a ser explorado. Em uma gravação feita pela Polícia Federal, em abril do ano passado, o ex-vereador Wladimir Garcez, do PSDB, apontado como braço direito de Cachoeira, fala sobre um encontro com o governador. Wladimir disse que Perillo queria uma reunião com Cachoeira.

Wladimir Garcez: Até pediu para nós olharmos uma coisa para ele depois. Aí, eu falei: ‘ele chega quarta-feira’. Ele: ‘Não. Então, marca para quinta-feira, eu, você e ele. Nós vamos sentar, bater um papo. Quero conversar com ele’.
Carlinhos: Ele quer que eu olhe para ele o quê?
Wladimir: Falou assim: ‘não, é uma coisa que eu quero conversar com ele, é porque eu confiei nele’.
Carlinhos: Ah não, excelente.

O governador Marconi Perillo negou que ele tivesse pedido o encontro. “Eu não pedi. Recebi uma solicitação de audiência e, desde a deflagração da Operação Monte Carlo, eu afirmei que tinha recebido uma vez o senhor Carlos Cachoeira para tratar de assuntos pessoais da indústria que ele representa”, afirma.

Não é só a CPI que vai investigar Carlinhos Cachoeira. A Controladoria Geral da União encontrou irregularidades em vários contratos da empresa Delta, suspeita de envolvimento com o bicheiro.

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