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Caça ao tesouro

PF descobre movimentações financeiras de quadrilha de Cachoeira

As descobertas envolvem a Consultora Delta, uma das maiores do país. Segundo relatórios da Polícia Federal, a empresa transferiu, pelo menos, R$ 40 milhões para empresas de fachada controladas pelo bicheiro

G1, Bom dia Brasil

16/04/2012 10h10

PF descobre movimentações financeiras de quadrilha de Cachoeira

A Polícia Federal fez novas descobertas sobre a quadrilha de Carlinhos Cachoeira.

As descobertas envolvem a Consultora Delta, uma das maiores do país. Segundo relatórios da Polícia Federal, a empresa transferiu, pelo menos, R$ 40 milhões para empresas de fachada controladas pelo bicheiro. Parte desse dinheiro saiu dos cofres da Delta em 2010 – ano de eleições.

A CPI mista que vai investigar Carlinhos Cachoeira deve ser instalada nesta terça-feira (17). A presidência deverá ser de um senador do PMDB e o relator, um deputado do PT. Uma das principais preocupações de senadores e deputados é a movimentação financeira das empresas que serviam à quadrilha.

A investigação da Operação Monte Carlo já identificou dezenas de empresas que foram usadas, segundo a Polícia Federal, para desviar o dinheiro para a quadrilha. O bicheiro Carlinhos Cachoeira foi ou é sócio de mais de 50 empresas e outras controladas por meio de laranjas.

Uma delas é a empresa Brava Construções. Segundo relatório da PF, a Brava tem como sócios Alvaro Ribeiro da Silva e João Macedo de Miranda, mas quem movimentava a conta, na verdade, era Geovani Pereira da Silva, apontado como contador da organização criminosa e que continua foragido.

Entre setembro de 2009 e julho de 2010, foram depositados na conta da Brava R$ 2,671 milhões e, no mesmo período, sacados R$ 2,644 milhões. O dinheiro que passava pela conta foi transferido para várias pessoas.

Luis Carlos Almeida Ramos, o irmão de Cachoeira, por exemplo, recebeu mais de R$ 100 mil em apenas uma transferência. Em outra transação, o cunhado de Cachoeira, Adriano Aprígio de Souza, apontado como testa de ferro do bicheiro, recebeu R$ 65 mil.

A polícia também descobriu depósitos da construtora Delta em uma conta da empresa Brava, seguidos de diversos saques em espécie. Agora, quer desvendar até onde vai a relação financeira da Delta com a quadrilha comandada por Carlinhos Cachoeira.

Outro trecho do relatório revela que a conta da empresa Alberto & Pantoja Construções, que também serviu à quadrilha, era movimentada por quatro pessoas, entre elas Cláudio Abreu, diretor da Delta afastado depois das denúncias, e o contador Geovani.

Segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo, Geovani sacou da conta da Pantoja, em 2010, ano eleitoral, R$ 8,5 milhões. Segundo a reportagem, essa empresa foi aberta em fevereiro de 2010 apenas para receber dinheiro da Delta.

A empresa Delta informou que só dará respostas quando for solicitada pela Justiça. Luis Carlos de Almeida Ramos, irmão de Carlinhos Cahoeira, Adriano Aprígio de Souza, cunhado dele e Cláudio Abreu, ex-diretor da empresa Delta, não foram encontrados para comentar a reportagem.

A CPI começa os trabalhos na terça-feira (17). O que chama a atenção é o volume de dinheiro movimentado pelo grupo de Carlinhos Cachoeira em esquemas ilegais.

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