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Sonhos frustrados

Demóstenes era o centro da estratégia futura do DEM

Uma pesquisa encomendada pelo partido em agosto do ano passado mostrava que havia possibilidades para o partido de explorar a questão do combate à corrupção, tendo o senador goiano à frente

Congresso em Foco

11/04/2012 11h11

Demóstenes era o centro da estratégia futura do DEM

Em agosto de 2011, uma pesquisa encomendada pelo DEM foi recebida com entusiasmo pelos caciques do partido. Na época, o ex-líder do partido no Senado Demóstenes Torres (GO) ainda gozava de prestígio no Parlamento e, aos olhos de todos – governistas, oposicionistas e opinião pública –, era uma das mais respeitáveis vozes do Parlamento em defesa da ética na política.

Os números da pesquisa apontavam para a possibilidade de crescimento de algum candidato que ficasse claramente identificado com o combate à corrupção. E era justamente esse o personagem que Demóstenes até então vestia. A sua verdadeira face, desnudada pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, estava longe de ser descoberta.

A pesquisa consultou 2 mil pessoas entre 19 e 21 de agosto daquele ano. A margem de erro foi de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, “dentro de um intervalo de confiança de 95%”. Entre perguntas diversas reunidas sob a categoria “expectativa/medos/aspirações” em relação ao Brasil e ao governo brasileiro, entre outros elementos, a pesquisa quis saber do entrevistado a avaliação e as notas que ele atribuía ao governo Dilma Rousseff.

Em linhas gerais, a gestão Dilma foi bem avaliada, tendo a área da economia sempre à frente, para o lamento dos demistas. A imagem da presidenta também foi aprovada (66,3% de aprovação), bem como o fato de ela ter sido escolhida a sucessora de Lula, pelo próprio (61,7% dos entrevistados disseram que Lula acertou em tê-la escolhido). É aí que uma luz no fim do túnel foi vista pelos caciques do DEM. A pesquisa quis saber: “Se tivéssemos nova eleição para presidente, você votaria na Dilma ou em outro candidato?”. Disseram que escolheriam outro nome 42,5% dos entrevistados, enquanto pouco mais, 42,8%, disseram manter o voto na petista (14,7% disseram não saber em quem votariam).

E, finalmente, o quesito que na ocasião encheu os olhos da cúpula demista: 45,8% disseram que o combate à corrupção é “ruim” no governo Dilma (32,3% disseram ser regular, enquanto apenas 17,5% consideraram “bom” o estilo Dilma anticorrupção; 4,4% não souberam avaliar). Perguntados sobre quem eram os responsáveis pela corrupção, 58,8% disseram ser os “políticos em geral” (11,6% disseram “Dilma e sua equipe” registraram 11,6%; 9% o “PT e sua forma de governar” ; 8,7% escolheram “herança do governo Lula”; 7,8% apontaram “partidos da base aliada”; 3,1% não souberam responder; 1% não escolheu as alternativas anteriores).

Para a cúpula do DEM, um político que se destacasse dessa impressão geral, e encarnasse uma imagem diferente, poderia ter chances de crescer. Um personagem feito sob medida para Demóstenes, que o teria consolidado caso a Polícia Federal não viesse a descobrir ser mera fachada a sua imagem de combatente da corrupção.

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