Alagoas, 12 de agosto de 2020 23º min 26º máx
WhatsApp (82) 9.9982-0322
No vermelho

PT tem contas reprovadas e fica sem R$ 3,8 milhões do fundo partidário

Ministros do TSE entenderam que houve irregularidades em 2005. Tesoureiro na época era Delúbio Soares, réu do processo do mensalão

Do G1, em Brasília

11/04/2012 10h10

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reprovou nesta terça-feira (10) a prestação de contas do Partido dos Trabalhadores (PT) do ano de 2005 e puniu a legenda com a suspensão da transferência da cota do fundo partidário pelo período de um mês. Com isso, o PT deixará de receber R$ 3,8 milhões referentes à sua fatia no fundo.

O fundo partidário é formado com recursos recebidos de multas, doações e com repasses da União. A menor parte do dinheiro (5%) é distribuída de forma igual entre os partidos. Outros 95% são divididos na proporção dos votos obtidos pela legenda nas últimas eleições.

Por unanimidade, os ministros do TSE entenderam que houve irregularidades na prestação de contas da sigla, que deixou de registrar o pagamento de R$ 1 milhão à Companhia de Tecidos Norte Minas, a Coteminas, que pertence à família do ex-vice-presidente da República, José Alencar.

A assessoria de imprensa do partido informou ao G1 que trata-se de uma dívida antiga do PT, que vem sendo paga até hoje. A sigla, porém, não disse se irá recorrer nem comentou o impacto que o corte terá nas campanhas eleitorais.

O valor representa quase 5% do total da fatia que o PT recebeu do fundo partidário no ano de 2005, que foi R$ 24 milhões. O tesoureiro da sigla na época do pagamento era Delúbio Soares, um dos réus do processo do mensalão, que apura os responsáveis por um suposto esquema de compra de apoio político durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Também foram identificados problemas como a falta de informações de pagamento de passagens e diárias de viagem no valor de R$ 166 mil e o uso indevido de recursos do fundo pra pagamento de contas telefone particulares, multas de trânsito e bebidas alcoólicas no valor de R$ 11 mil.

De acordo com o relator, ministro Gilson Dipp, o partido foi várias vezes notificado para sanar as irregularidades apontadas pelo TSE. "O partido não sanou as irregularidades, mesmo com muitas oportunidades. É um conjunto de irregularidades que se projeta nos valores e no descumprimento das normas de prestação de contas", afirmou o ministro.

 

Comentários
Curta o EXTRA no Facebook
Confira o nosso canal no YouTube
Siga-nos no Twitter
Siga-nos no Instagram Seguir </html>
Notamos que você possui
um ad-blocker ativo!

Produzir um conteúdo de qualidade exige recursos.

A publicidade é uma fonte importante de financiamento do nosso conteúdo.

Para continuar navegando, por favor desabilite seu bloqueador de anúncios.

publicidade