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Marco Maia anuncia acordo para formar CPI mista no caso Cachoeira

Previsão é de que comissão seja instalada no início da próxima semana. Investigação precisa do aval de 27 senadores e 171 deputados federais

Do G1, em Brasília

11/04/2012 10h10

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), anunciou nesta terça-feira (10) um acordo para formar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista, com a participação de deputados e senadores,  para investigar as relações entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira e parlamentares.

A abertura da comissão ainda depende da coleta de apoio mínimo entre os parlamentares das duas Casas. São necessárias as assinaturas de 171 deputados e 27 senadores. Segundo o presidente da Câmara, a CPI tem "100% de chance" de ser instalada.

O acordo foi fechado numa reunião entre Maia e o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). À noite, Sarney disse que a criação da CPI mista é algo "inevitável". "O assunto é grave e a dimensão que tomou exigia uma tomada de decisão do Congresso. As lideranças lançaram mão do Conselho de Ética e de uma Comissão Parlamentar de Inquérito", disse Sarney.

Marco Maia disse que agora ele e Sarney vão conversar com os líderes das duas Casas para redigir uma redação única para a CPI e colher as assinaturas necessárias. De acordo com o deputado, a instalação da CPI deve ocorrer no início da próxima semana, devido à burocracia do processo.

O deputado fará um apelo aos líderes partidários para tentar garantir o funcionamento da comissão mesmo durante o período eleitoral. "Nós vamos procurar colocar na CPI deputados que não sejam candidatos nas leieções municipais ou que não têm nenhum tipo de disputa neste período.

Pedidos
Hoje, já há um pedido de criação de CPI sobre o tema protocolado na Câmara dos Deputados pelo deputado Protógenes Queiróz (PC do B-SP), que deve ser abandonado com a criação da CPI mista. Outro requerimento, feito pelo PT, também tramita no Senado.

O requerimento foi motivado pela recusa do ministro do STF Ricardo Lewandowski em repassar ao Senado o teor das gravações entre o senador Demótenes Torres (sem partido-GO) e Cachoeira, sob o argumento de que estão sob segredo de Justiça. Só uma CPI poderia requisitar o conteúdo das escutas.

Carlinhos Cachoeira foi preso pela Polícia Federal em fevereiro sob suspeita de chefiar uma quadrilha de jogo ilegal. Gravações apontaram ligação dele com o senador Demóstenes Torres, que deixou a liderança do DEM na Casa e pediu desfiliação do partido. No Senado, ele corre risco de ter o mandato cassado. Pelo menos outros cinco deputados mantinham relação com Cachoeira.

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