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Demóstenes Torres pede desfiliação do Democratas, evitando a expulsão

O jornal O Globo traz novas denúncias sobre a rede de informações e favorecimento do bicheiro Carlinhos Cachoeira em Goiás. Até o governador Marconi Perillo, do PSDB, estaria envolvido no esquema

G1, Bom dia Brasil

04/04/2012 09h09

Demóstenes Torres pede desfiliação do Democratas, evitando a expulsão

Brasília tem novas revelações sobre a rede de informações e favorecimento do bicheiro Carlinhos Cachoeira em Goiás. Até o governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, estaria envolvido no esquema.

 

Segundo reportagem do jornal O Globo, o bicheiro Carlinhos Cachoeira usou sua rede de policiais para conseguir informações sobre operações da Polícia Federal e repassá-las para a chefe de gabinete de Perillo, Eliane Gonçalves Pinheiro. O jornal transcreve alguns diálogos. As informações seriam sobre a operação Apate, desencadeada pela polícia para combater um esquema de fraudes nos estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Pará e Minas Gerais.

 

Ainda para O Globo, a chefe de gabinete de Marconi Perillo, Eliane Gonçalves Pinheiro, por meio da assessoria de imprensa, confirmou que conhece Carlinhos Cachoeira, mas que a Eliane citada em relatório da Polícia Federal pode ser uma advogada. O governador, por meio da assessoria, disse que desconhece qualquer relação entre sua chefe de gabinete e Carlinhos Cachoeira.

 

Já o senador Demóstenes Torres, também por causa do envolvimento com o bicheiro, pediu a desfiliação do Democratas, evitando a expulsão.

 

Demóstenes Torres não dá as caras há dias no Senado. Quase um mês depois das denúncias, além de sumido, ele está sem apoio político e, agora, sem partido. Demóstenes pediu para se desligar do Democratas. Por meio de uma carta, saiu dizendo que sofreu um pré-julgamento. Mas o presidente do partido, o senador José Agripino (DEM-RN), nega: “em absoluto, pelo contrário. Ele está saindo do partido por deliberação pessoal”.

 

O fato é que, sem esse gesto, Demóstenes seria expulso. Ele pode vir a ter o mandato cassado, apostam senadores, mas só quando o processo no Conselho de Ética andar. A reunião está mantida para a semana que vem e não foi antecipada, como pediu o PSOL. “A denúncia que dá conta não é uma denúncia qualquer. É do envolvimento de um senador da República com um esquema de contravenção”, afirma o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), líder do partido.

 

Agora, a Câmara também vai investigar denúncias da relação do bicheiro Carlinhos Cachoeira com deputados. Estão na lista inclusive aliados do governo, que também foram flagrados em escutas telefônicas.

 

Um deles é o deputado Sandes Junior (PP-GO). Nas gravações, ele fala sobre o recebimento de cheques, que diz ser o pagamento da rescisão do contrato com uma rádio. Na conversa, Cachoeira cobra a parte dele. Segundo o deputado, de brincadeira. “Eu tenho amizade com ele, já frequentei a casa dele algumas vezes, e nós temos um contato social, de festas, aniversários e só. Eu não tenho negócios com ele”, afirma o deputado.

 

Carlos Leréia, do PSDB, cobrou dinheiro de um operador de Cachoeira. Ele disse que só vai comentar o caso depois de conhecer o processo.

 

Jovair Arantes (PTB-GO) disse que pediu dinheiro para a campanha de prefeito: “liguei para ele para pedir essa ajuda por se um empresário bem sucedido. Acho que não tem nada de mal nisso”.

 

O deputado ainda comentou a influência do bicheiro no estado. “Não são as minhas relações. Todos os goianos praticamente, na esfera política ou da esfera industrial, empresarial, conhecem Carlinhos Cachoeira”, declara Jovair.

 

Rubens Ottoni, do PT, já responde a processo na Corregedoria. Ele aparece em um vídeo recebendo de Cachoeira uma oferta de R$ 100 mil. O deputado disse que a filmagem é de 2004 e que foi vítima de uma armação. Já Stepan Nercessian, do PPS do Rio, pegou um empréstimo para comprar um imóvel e disse que já devolveu o dinheiro. Ele se afastou do partido.

 

O presidente da Câmara dos Deputados, o deputado Marco Maia (PT-RS), não descarta a criação de uma CPI: “pelas informações que nós temos sobre o envolvimento de agentes públicos e outros personagens da vida política e da vida social brasileira, elas nos dão conta de que tem muita coisa para ser investigada nesse caso”.

 

O Democratas não vai pedir na Justiça o mandato de senador de Demóstenes Torres. O partido entende que não é um caso de infidelidade partidária.

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