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Em crise

Mantega deve anunciar novas medidas para estimular a atividade da indústria

Líderes dos partidos da base aliada se reuniram com o ministro da Fazenda

Do G1, em Brasília

28/03/2012 11h11

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, deve anunciar novas medidas para estimular a atividade da indústria, que sofre os efeitos da crise financeira internacional, na próxima semana, segundo relato de deputados da base aliada que se reuniram com ele nesta quarta-feira (28).

"A desoneração da folha de pagamentos, que já começou a ser feita no ano passado, e medidas para a ampliação de investimentos para a indústria devem ser anunciados na próxima semana", disse o deputado Hugo Leal (PSC-RJ), vice-líder do governo na Câmara.

De acordo com ele, o ministro Mantega pediu que a votação da divisão dos "royalties" do petróleo aconteça somente no segundo semestre deste ano, após as eleições municipais.  

"Ele acha que deveria ficar mais para o fim do ano. A ministra Ideli Salvati [das Relações Institucionais, que também participou do encontro] quer discutir também outras questões do pacto federativo, como o Fundo de Participação dos Estados [FPE], o ICMS e a dívida dos estados", declarou Leal a jornalistas.

Segundo a deputada Sandra Rosado (PSB-RN), líder do partido na Câmara, as medidas devem ser anunciadas na terça-feira da próxima semana (3). "Ele disse que lançará medidas importantes de desoneração para a economia na terça-feira", disse.

Ela acrescentou que não há crise entre o governo e o parlamento. "É apenas um momento político da Casa sobre determinados projetos. Não acredito que haja crise no Legislativo com a Presidência", declarou.

De acordo com o deputado Jovair Arantes (PTB-GO), também líder do partido na Câmara dos Deputados, Mantega confirmou que a  nova rodada de desoneração da folha de pagamentos deve ser anunciada na próxima semana. "O Brasil não é uma ilha. Outros países tentam botar seus produtos aqui", declarou.

 

Desoneração da folha de pagamentos
O processo de desoneração da folha de pagamentos teve início no ano passado com o lançamento do plano "Brasil Maior", de estímulos para a indústria.

Em troca dos 20% de contribuição patronal do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), os setores que estão no processo de desoneração da folha de pagamentos (confecção, calçados e "call centers") têm seu faturamento tributado em 1,5%. O setor de "softwares", por sua vez, paga 2,5% sobre o faturamento em troca da desoneração da folha.

Recentemente, o ministro Mantega informou que mais setores podem ser incluídos neste processo, e acrescentou que a alíquota da contribuição sobre o faturamento deve cair dos atuais 1,5%.

Para conversar sobre este assunto, Mantega já se reuniu com o a indústria naval, com o setor de máquinas e equipametnos, além da Associação Brasileira de Indústria Têxtil e Confecção (Abit), com a Associação Brasileira da Indústria do Mobiliário (Abimóveis), com o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) e com a Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB).

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