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Partidos pressionam TSE a derrubar veto a políticos com contas rejeitadas

Assunto deve voltar a ser debatido na corte eleitoral na próxima semana. Resolução do tribunal barra candidatos com contas irregulares em 2010

Do G1, em Brasília

28/03/2012 09h09

Presidentes dos principais partidos brasileiros foram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ontem, terça-feira (27), para reforçar o pedido de reconsideração da decisão que determinou a exigência de contas de campanha aprovadas para políticos poderem se candidatar nas eleições de 2012. O assunto deve voltar a ser debatido pelo plenário do tribunal na próxima semana.

Ao final de cada eleição, os políticos que participaram da disputa são obrigados a entregar à Justiça Eleitoral um relatório do que foi gasto e arrecadado pelo candidato, pelo partido e pelo comitê financeiro. A reprovação acontece quando são identificadas irregularidades nessa prestação de contas.

No início de março, uma resolução do próprio TSE barrou políticos que tiveram contas rejeitadas em 2010 e que querem concorrer em 2012.  De acordo com a corregedora eleitoral, ministra Nancy Andrighi, 21 mil políticos fazem parte do cadastro de contas reprovadas da Justiça Eleitoral. Nem todos, porém, estarão automaticamente impedidos de concorrer, já que o cadastro inclui reprovações anteriores a 2010.

A reconsideração foi pedida pelo PT e recebeu apoio de outras 15 legendas. Os partidos querem que a exigência seja retirada do texto da resolução que regulamenta as eleições municipais deste ano. No último dia 20 de março, o relator do caso, ministro Arnaldo Versiani, encaminhou o pedido dos partidos ao presidente do TSE.

Como a regra foi aprovada por maioria no plenário do TSE (quatro votos a três), a sugestão de retirar do texto da resolução o artigo que proíbe a candidatura de quem teve contas desaprovadas pode encontrar barreiras para ser aprovada.

O texto da resolução é sintético ao afirmar que "a decisão que desaprovar as contas de candidato implicará o impedimento de obter a certidão de quitação eleitoral".

Uma alternativa que pode ser levantada na Corte eleitoral é modificar no texto a norma para incluir a possibilidade de que o tribunal possa analisar caso a caso e flexibilizar a regra quando julgar necessário.

'Vícios'
"Aguardamos uma posição do tribunal. É um assunto importante e aguardamos confiantes que o TSE encontre uma solução mais flexível. São poucas as contas com vícios insanáveis", afirmou o presidente do PMDB, Valdir Raupp.

Segundo Raupp, a maioria das prestações de contas é rejeitada com base em "vícios sanáveis" e, nesses casos, o TSE já vem decidindo de forma mais "flexível", dando tempo para regularizar o problema.

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