Alagoas, 21 de outubro de 2019 24º min 28º máx
WhatsApp (82) 9.9982-0322
Entrevista

Presidência da OAB: o Extra entrevistou Marcelo Brabo e Welton Roberto

Advogados falam sobre pré-candidatura, terceiro mandato de Omar Coêlho e racha na Ordem

26/12/2011 10h10

Presidência da OAB: o Extra entrevistou Marcelo Brabo e Welton Roberto

O fato andava nos bastidores políticos da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas, mas os advogados Marcelo Brabo e Welton Roberto confirmaram a reportagem do jornal Extra que são pré-candidatos a presidência da Ordem. As eleições acontecem em novembro de 2012 e já agitam os bastidores da instituição que é comandada há dois mandatos por Omar Coelho.

Veja entrevista em que os pré-candidatos falam de temas polêmicos e seus posicionamentos caso eleitos. Vale ressaltar que foram realizados os mesmos questionamentos para que não houvesse vantagem para nenhum dos advogados.

Extra - Por que ser candidato a presidência da OAB/AL?

Welton Roberto – Por decisão de um grupo de apoiadores que desejam que a ordem tenha uma esfera interna de democratização maior e uma capilaridade de atuação em prol do advogado mais atuante.

Marcelo Brabo – Fazemos parte de um grupo que luta para termos uma OAB combativa, independente e representativa, que não tenha cor partidária, que não use a Ordem para benefício próprio ou de terceiro. A finalidade de todos no grupo é essa, fazer sempre da Ordem além de grande guardiã e porta-voz da sociedade, o braço forte do advogado, seu abrigo, sua casa.  Temos que trabalhar para que a Ordem seja sempre ouvida, que questione as mazelas, inclusive o combate à corrupção e à impunidade. Que busque o fortalecimento do advogado e suas prerrogativas, enfim, que aja em sua plenitude. Estou desde 2004 no Conselho Federal, conheço o sistema, participei de gestões aos Poderes constituídos visando obter conquistas hoje existentes e tenho boa relação com o Conselho Federal, que me delegou muitas missões importantes, inclusive uma que muito nos honra, que foi ser Presidente da Comissão do Jovem Advogado do Conselho Federal, onde tivemos a coragem de propor a quebra da cláusula de barreira e auxiliamos na criação das comissões nos Estados, o que contribuiu para a criação de uma política para a categoria e classe. Além de tudo isso, acredito que poderemos dar prosseguimento à política de grupo hoje existente, onde não se personifica ações e atos, mas, sim, se procede, cada vez mais, de maneira plural e coletiva.

Qual será a sua primeira medida caso eleito presidente da OAB/AL?

WR – Foco nas prerrogativas dos advogados será a marca de nossa gestão.

MB – Pretendemos dar continuidade ao grande trabalho realizado pelo presidente Omar Coêlho e o grupo. Vamos continuar avançando, equipando salas de advogados nos fóruns, tribunais e presídios, como vem ocorrendo hoje; criando escritórios modelos e também construiremos a segunda etapa da nova sede da OAB, além de dar continuidade à interiorização das ações da Caixa de Assistência dos Advogados e da própria Ordem. Fortaleceremos a Comissão de Defesa das Prerrogativas dos Advogados, inclusive profissionalizando a mesma, com a contratação de quadro funcional permanente, como já é feito em alguns Estados. Manteremos o constante diálogo com os Poderes, buscando melhorias, soluções para os problemas existentes, visando que o advogado tenha melhor qualidade de vida e de trabalho. Pensamos, ainda, em discutir a anuidade social, ou seja, a possibilidade de benefício para o advogado, desde que este também dê a sua parcela de contribuição para a classe e para a sociedade, inclusive participando de cursos, formação, aperfeiçoamento e especialização. De igual modo, pensamos em abrir um diálogo franco e aberto com as instituições de ensino, visando à melhoria da qualidade de ensino, fortalecendo as mesmas e obtendo melhores resultados no Exame de Ordem, de forma a podermos, cada vez mais, entregarmos à sociedade profissionais melhor qualificados.

Seu trabalho na presidência será o continuísmo da atual gestão?

WR – Iremos preservar algumas coisas, mas a mudança será significativa. A OAB não será um braço do MP, mas sim um apoio institucional, profissional e pessoal a cada advogado e a cada advogada alagoano.

MB – O trabalho na Ordem é coletivo. É decidido em grupo. Deve, em minha ótica, ser o mais plural, democrático e ampliado possível, de forma que todos nós, advogados, possamos dar sugestões, trabalhar e fortalecer as conquistas obtidas e ampliá-las. Penso que o Omar conseguiu um feito inédito, que foi fazer duas grandes gestões e, a segunda, no meu pensar, ainda está sendo melhor do que a primeira. Por isso, nada mais natural e esperado do que se dar continuidade às boas práticas, avanços e à sadia política levada a efeito. Isso, contudo, não significa que não possamos avançar e ampliar algumas ações. Não podemos esquecer que tivemos grandes dificuldades, entre essas as dívidas da Caixa de Assistência dos Advogados, o que impediu ter uma política mais agressiva e de maiores resultados na área, o que será, no futuro, possível, em razão do grande trabalho realizado pelo presidente Augusto Galvão e grupo, que possibilitou a quitação de todas as dívidas e o saneamento financeiro da CAA/AL.

LEIA ENTREVISTA COMPLETA NA EDIÇÃO IMPRESSA DO JORNAL EXTRA - JÁ NAS BANCAS

Comentários
Curta o EXTRA no Facebook
Confira o nosso canal no YouTube
Siga-nos no Twitter
Siga-nos no Instagram Seguir </html>
Notamos que você possui
um ad-blocker ativo!

Produzir um conteúdo de qualidade exige recursos.

A publicidade é uma fonte importante de financiamento do nosso conteúdo.

Para continuar navegando, por favor desabilite seu bloqueador de anúncios.

publicidade