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Telma Prado havia acusado deputado pelo crime

16/11/2011 00h12

O empresário Alex Farias, um dos acusados de matar Beto Campanha, confirmou em entrevista à Gazeta de Alagoas, de quinta-feira (10), o que Telma Prado havia dito em 2007 na entrevista ao jornal Extra: “Quem mandou matar o vice-prefeito foi o ex-deputado Carlos Alberto Canuto”.

Segundo Alex, o inquérito foi uma grande armação conduzida pelo delegado Mário Jorge. Ainda na entrevista ele reitera: “A testemunha-chave (Dorgival Barros) relata que Campanha teria sido assassinado a mando do ex-deputado Carlos Alberto Canuto e do empresário Acácio Serafim.”
Em junho de 2007, a ex-primeira-dama do Pilar, Telma Prado, indiciada como mandante do assassinato de Beto Campanha, falou com exclusividade ao jornal Extra sobre o seu indiciamento na morte do vice-prefeito. Telma, durante a entrevista, negou sua participação na trama criminosa e acusou o então deputado federal Carlos Alberto Canuto como autor intelectual da execução.

Em um dos trechos da matéria Telma diz: “Eu não tinha nenhum motivo para mandar matar o Beto, ao contrário do deputado, cuja ambição de reassumir o comando do poder político no Pilar foi transformada em questão de honra.”

O inquérito que apurou o crime diz que Beto Campanha teria uma foto de Telma Prado saindo de um motel em companhia do policial militar Petrúcio Cavalcante e estaria usando esse fato para chantagear a primeira dama e extorquir recursos da prefeitura. Na época Telma contou ao jornal Extra: “Esta calúnia foi divulgada na cidade pela Valéria (esposa de Carlos Alberto). Isso jamais aconteceu e também nunca tivemos problemas com o Beto Campanha.”

Até os dias atuais o assassinato de Beto Campanha continua uma incógnita. Mais um crime de pistolagem que a polícia alagoana não consegue elucidar. O médico Marçal Prado foi contactado pela reportagem do jornal Extra, mas estava em viagem e preferiu não se pronunciar. Uma entrevista com o delegado-geral da PC, Marcílio Barenco, foi agendada duas vezes e desmarcada pela sua assessoria. Até o fechamento dessa edição os contatos não se pronunciaram.

Carta ANÕNIMA - Em março de 2007 uma carta-denúncia foi encaminha a várias redações de jornais de Alagoas, ao Ministério Público Estadual e à polícia, conteúdo fatos inéditas reveladores e contando uma das reversões do assassinato de Beto Campanha. Um trecho da carta diz: “Beto Campanha foi assassinado por ter-se recusado a compor a chapa apresentada pelo deputado Carlos Alberto Canuto para a eleição municipal de 2008, como vice de Valéria Canuto, mas Beto foi taxativo e disse que só aceitava ser vice de Marçal Prado”.

Segundo o autor da carta: “Beto Campanha além de se recusar a compor a chapa, que teria a esposa do deputado (Canuto) como candidata a prefeita, ainda afirmou que na hipótese do prefeito Marçal Prado não ser candidato à reeleição, ele (Beto Campanha) disputaria a sucessão municipal como cabeça-de-chapa.”

A carta fala da conduta do delegado Mário Jorge frente as investigações do caso: Um questionamento quanto ao comportamento do delegado Mário Jorge, à frente do inquérito, é que ele não pediu a quebra do sigilo telefônico do vice-prefeito Beto Campanha, ponto inicial para se desvendar o crime de que foi vítima. A última ligação de Beto Campanha, pelo celular, foi para o filho dele. O vice-prefeito notou que estava sendo seguido por um Fiat Uno branco e ligou para o filho para saber se ele estava no veículo - era comum a esposa de Beto Campanha mandar alguém segui-lo.”

Por fim, a carta-denúncia afirma: “Beto Campanha, no telefonema para o filho Oscarperguntou: “Sua mãe mandou alguém me seguir de novo, foi?” Mas, dessa vez, não era alguém para lhe dar segurança ou para seguir-lhe os passos; eram os pistoleiros que deram cobertura a Amabílio, que estava na corona da motocicleta pilotada por Kiko Maia”.
Segunda carta, Campanha, antes de ser morto, tomou café da manhã na Châ do Pilar em companhia do então presidente da Câmara, Oziel Barros, e mais três amigos do grupo.
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