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Pinto de Luna acredita que o crime organizado esteja no Tribunal de Contas

01/11/2011 00h12

O delegado aposentado da Polícia Federal e atual superintendente da SMTT, José Pinto de Luna (PT), ganhou notoriedade em Alagoas após comandar a Operação Taturana, que apurou o desvio de mais de R$ 300 milhões dos cofres públicos da Assembleia Legislativa do Estado. Depois dessa medida Luna se aposentou, se filiou ao Partido dos Trabalhadores, se candidatou a Câmara Federal e há quase um ano foi convidado pelo prefeito Cícero Almeida para comandar Superintendência de Transporte e Trânsito de Maceió (SMTT).

José Pinto de Luna deixa claro que seus posicionamentos são como operador do direito e policial da rua, que investiga e cai em campo. O delegado federal aposentado disse a reportagem do jornal Extra que as investigações da Operação Rodoleiro tiveram encaminhamento quando ele estava na superintendência da PF. “Essa operação demorou para acontecer. É claro o envolvimento de alguns funcionários daquela Casa com o crime organizado”, disse Pinto de Luna.

O delegado aposentado revelou que o capital social da academia de ginástica Top, empresa envolvida na lavagem de dinheiro na folha de pagamento do Tribunal de Contas de Alagoas, girava na época de suas investigações R$ 30 mil. “Você sabe quanto custa um sofá daquele na Top? Uma estrutura suntuosa, muito requinte, o valor que eles declararam não condizem com a realidade do local. Alguma coisa errada existia. Era óbvio”, contou.

Ainda sobre o assunto, Pinto de Luna afirmou que vários funcionários do Tribunal de Contas sabiam dos esquemas praticados pelos diretores presos pela Operação Rodoleiro. “Era de domínio público a farra com dinheiro público do TC. Enquanto cargos de relevância forem preenchidos politicamente é esse tipo de problema que vai existir na Corte”, sentenciou Pinto de Luna.
O delegado aposentado explicou que sempre exerceu seus cargos por mérito, o que não acontece no Palácio de Vidro. “Tudo deveria ser um escolha técnica, feita através de concurso público para que as instituições sejam moralizadas”, finalizou Luna.

Operação Rodoleiro
A operação Rodoleiro foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) e prendeu os diretores financeiro, Davis Portela de Melo Filho, e de recursos humanos, José Pereira Barbosa, do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas (TC/AL). Ambos são acusados de desviar, desde 2005, R$ 100 milhões, através do esquema de lavagem de dinheiro, que tinha como fachada a academia de luxo, Top, situada no bairro da Pajuçara, em Maceió e o haras Rancho Santana, localizado no município de Atalaia.

A PF aprendeu 102 cavalos, que estão no nome de Davis Portela e outros laranjas, que não tiveram seus nomes revelados para não atrapalhar a continuidade das investigações. O diretor financeiro do Tribunal é genro do conselheiro do TC, Isnaldo Bulhões, e cunhado do deputado estadual Isnaldo Bulhões Filho – acusado de participar da quadrilha da Taturana, que desviou mais de R$ 300 milhões do erário.

A Operação da PF foi denominada de Rodoleiro porque é o nome de uma espécie de carrapato encontrado em cavalos. Rodoleiro é um transmissor da doença febre maculosa. “Alagoas está febril em virtude de uma doença chamada desvio de recursos públicos, corrupção,” disse o delegado federal Amaro Vieira.
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