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“Movimento de Marina Silva precisa ser maior que redes sociais”, diz especialista

09/11/2011 00h12

A ex-candidata à Presidência Marina Silva, que na eleição de 2010 obteve 19,6 milhões de votos, articula a formação de um grupo denominado “Movimento pela Nova Política”. Segundo ela, trata-se de uma iniciativa suprapartidária, que busca forte apoio nas redes sociais da internet para crescer. Para Gabriel Rossi, especialista em marketing político digital, o grupo tem todas as razões para se fortalecer e ganhar peso como partido nas eleições de 2014, desde que altere sua intenção de utilizar apenas a internet como base para adesões. “O movimento de Marina Silva precisa ser maior que as redes sociais da internet”, crava.

Já estão no “time” de Marina os senadores Eduardo Suplicy (PT), Cristovam Buarque (PDT) e Pedro Taques (PDT) e os deputados José Antônio Reguffe (PDT), Jean Wyllys (PSOL) e Alfredo Syrkis (PV). A ex-senadora Heloísa Helena é outra que já anunciou sua participação. “São lideranças de peso. Mas para a formação de um partido forte, como se espera do Movimento para 2014, é preciso militância, adesão da população. E isso não se consegue somente com a internet. As redes sociais complementam e ampliam ideias, projetos, movimentos, mas não originam um partido”, afirma Gabriel Rossi.

Para o especialista, Marina já não carrega toda a força política adquirida em 2010. “Voto muda, não se guarda para sempre. Ter quase 20 milhões de votos no passado não é o suficiente. A Marina não deu continuidade à liderança adquirida no ano passado. E espera, com a internet, retomar o caminho do sucesso nas urnas. Mas candidatos que queiram manter relevância terão que fazer muito mais do que o feijão-com-arroz em campanhas online. Isso implica em entender bem o comportamento do brasileiro, com constante análise, monitoramento, escuta estratégia e, claro, relacionamento. A partir daí uma campanha política usufrui da internet com muito mais qualidade e resultado”, ressalta.

Diferentemente do que se imagina, o desenvolvimento de comunidades relevantes na internet precisa sempre de um norte para atingir seu potencial. Para apontar este caminho, deve-se entender a fundo o que motiva o cidadão. “O movimento criado pela Marina tem um horizonte para crescer. E a internet tem muito a contribuir, mas há um limite. Partidos ou movimentos políticos devem entender o real significado do que está acontecendo. Mais do que tecnologia, o comportamento que permeia a utilização da internet é a grande questão. Lideranças diferenciadas tendem a despontar por intermédio do relacionamento, entendimento das necessidades dos eleitores e construção da sua marca em alicerces de credibilidade. E este é um desafio evidente na política brasileira, inclusive para Marina”, finaliza Rossi.
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