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PF indicia Antonio Albuquerque por corrupção eleitoral

25/08/2011 00h12

O deputado estadual, Antonio Albuquerque (PT do B), foi indiciado essa semana pela Polícia Federal (PF) por compra de votos nas eleições de 2010, quando o parlamentar tentava se reeleger pela quinta vez consecutiva. Após esclarecimentos prestados na sede da PF, no bairro do Jaraguá, ao delegado Felipe Correia, AA não convenceu a autoridade policial e já saiu da superintendência acusado de praticar o crime de corrupção eleitoral.

As investigações da PF começaram no próprio pleito eleitoral, e no caso específico de Antonio Albuquerque, um dia antes das eleições quando duas mu-lheres foram flagradas e detidas com um grande montante de dinheiro. As presas afirmaram que a quantia era para comprar votos para o parlamentar e que o próprio liderava o esquema.

Ainda segundo as detidas, que não tiveram o nome revelada, a compra dos votos era tabelada, custava R$ 50,00 por eleitor. Em outros esclarecimentos as mulheres negaram que o dinheiro estava sendo utilizados para compra de voto, assim como fez Albuquerque na última terça-feira (16/8).

No mesmo dia que AA foi indiciado, uma sessão parlamentar aconteceu na Casa de Tavares Bastos. O de-putado preferiu não falar sobre o tema na tribuna, mas estava visivelmente desconfortável com a situação e sobrou até para os seus pares da Assembleia Legislativa. Albuquerque criticou os integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da qual foi retirado e até hoje não se conforma com a destituição.

TRANQUILO - Segundo sua assessoria, Albuquerque está tranquilo e garante que vai provar sua inocência. Antonio Albuquerque falou por meio de nota que contribuiu com o trabalho realizado pela Justiça e pela Polícia Federal.

No mesmo impresso seu advogado foi enfático: "temos a convicção de que será provada a inocência do deputado, para, em seguida, adotarmos as providências legais e pertinentes contra quem de direito, visando, assim, a preservação e restabelecimento de sua imagem, conceito, honra e nome", disse Marcelo Brabo.

O advogado lembrou, ainda, que seu cliente não tem bases eleitorais ou trabalhos na capital do Estado e que sequer praticou atos de campanha nesta cidade. "Os votos que têm em Maceió são votos de amigos, parentes e simpatizantes", explicou.

Vale ressaltar que o parlamentar teve 1.867 votos em Maceió e 43.304 em todo o Estado, o que possibilitou a exercer mais um mandato de deputado. Atualmente AA é vice-presidente da ALE e seus planos de presidir a Casa pela quarta vez não deram certo com a inviabilidade de Fernando Toledo, presidente da Assembleia, não conseguir uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Ficha corrida - Os crimes imputados ao deputado de Limoeiro vão de formação de quadrilha, pe-culato, abuso de poder, assassinatos, lavagem de dinheiro, crime contra o sistema financeiro e corrupção eleitoral, o mais recente.

Em Ação Penal proposta pelo procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares Mendes, AA é acusado de ser um dos mandantes do assassinato do Cabo Gonçalves. O vice-presidente da ALE é um dos três figurões políticos acusados no crime. Os outros dois são: Francisco Tenório, que se encontra preso pelo assassinato e João Beltrão, que é foragido da Justiça.

O parlamentar é consi-derado ainda o líder da quadrilha Taturana, segundo o inquérito da Polícia Federal. O deputado é acusado de ser o mentor de um esquema milionário que desviou mais de R$ 300 mi-lhões dos cofres públicos. Entre os crimes atribuídos para AA e seu bando estão:
peculato, corrupção, empréstimo fraudulento e formação de quadrilha. Como houve fraude contra o sistema financeira, a Justiça manda que o processo transcorra na esfera federal, onde tudo fica mais lento, transformando o caso em mais uma questão de impunidade em Alagoas.
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