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Vereadores cobram afastamento do prefeito de Palestina

25/08/2011 00h12

O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Otávio Lessa, pediu na última semana a intervenção do município de Palestina, devido à falta de prestações de contas do chefe do exe-cutivo local, José Alcântara Júnior, junto à Corte de Contas. O exercício de 2010 não foi entregue e a votação do orçamento de 2011 ainda está emperrada na Câmara de Palestina.

Os vereadores de oposição da cidade, Cláudio da Silva Faleiro e Ronaldo Nicácio estão colhendo assinaturas para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os desmandos cometidos pelo prefeito, em seus dois mandatos. Dossiês já foram entregues ao Ministério Público Estadual denunciando o descaso da administração pública local.

Segundo a denúncia no MP, "as irregularidades são muitas. Tudo indica que se acredita na impunidade em razão do advento do instituto da prescrição nos vários processos criminais e de improbidade que se pode responder, face a morosidade da atuação das mais diversas entidades. Tanto é que as irregularidades não têm fim e há até deboche de quem daqui as combate."
Cláudio Faleiro e Ronaldo Nicácio disseram a reportagem do jornal Extra que o prefeito deve ser afastado o mais rápido possível, já que a farra com o di-nheiro público rola à solta na administração do prefeito José Alcântara Júnior. "Esperamos que justiça seja feita e que as autoridades competentes possam tomar as medidas cabidas contra os desmados de Júnior", acrescentou Cláudio.

A lista de crimes cometidos pelo prefeito contra o patrimônio público é extensa e de longas datas. De acordo com os vereadores Cláudio da Silva Faleiro e Ronaldo Nicácio uma série de aberrações fiscais vem acontecendo no município. Com base nos documentos enviados ao MP e o parecer prévio de inspeção da Corte de Contas foram constatados diversos atos ilícitos como: cheques devolvidos por insuficiência de fundo, fracionamento na aquisição de gêneros alimentícios, da merenda escolar e o não envio de documentos exigidos pela lei de responsabilidade fiscal ao Tribunal de Contas de AL.

Intervenção depende do governador Téo Vilela

O governador Téo Vilela (PSDB) deve decidir ainda este mês se vai intervir na prefeitura de Palestina. A interferência no município sertanejo foi pedida pelo TC, devido os indícios de corrupção na cidade.
Vale lembrar que essa ação é prerrogativa restrita de Vilela, mas em recentes declarações o governador adiantou que "uma intervenção seria algo de caráter drástico". Os abusos administrativos ainda pairam pelo ar de Palestina. Pela disposição de Vilela tudo deve continuar na mesma.
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