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NACIONAL

Fila do INSS cresce e chega a 1,84 milhão de pedidos para avaliação

Metrópoles

22/11/2020 15h03

Governo prometeu que fila seria zerada em seis meses
Agência BrasilGoverno prometeu que fila seria zerada em seis meses

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) acumula cerca de 1,85 milhão de requerimentos de benefícios a serem analisados. O dado, entregue no último dia 10 de novembro ao Metrópoles, indica que a crise da autarquia, intensificada com a aprovação da reforma da Previdência, não tem data para acabar.

A fila do INSS tomou corpo em meio ao caos provocado pela pandemia do novo coronavírus. Em abril deste ano, por exemplo, aproximadamente 1,54 milhão de pedidos aguardavam o despacho do instituto. Já em setembro, esse número subiu para 1,81 milhão – alta de 17% dentro de um período de cinco meses.

Atualmente, há cerca de 777,6 mil benefícios à espera do cumprimento de exigência – processo que depende do segurado – e 1,07 milhão de pedidos que aguardam a análise do INSS. “A título de ilustração, a média mensal de novos requerimentos está em torno de 800 mil solicitações”, explicou o instituto.

Na avaliação da presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), Adriane Bramante, a pandemia do novo coronavírus foi um dos principais fatores responsáveis pelo aumento da fila nos últimos meses, uma vez que as agências de Previdência Social (APS) ficaram fechadas entre março e setembro.

“A pandemia virou tudo de ponta-cabeça. Além da demanda da reforma da Previdência, tivemos outras necessidades relacionadas à Covid-19, como a antecipação do auxílio-doença. Sem atendimento presencial, isso ficou de forma virtual, com o envio do atestado. Então, foi preciso aguardar a conclusão desses processos”, pontua Adriane.

Somado a isso, muitos pedidos ficaram represados, pois o INSS demorou a implantar o sistema com as novas regras alteradas pela reforma da Previdência. “A reforma saiu em novembro de 2019, e nós tivemos um sistema somente em maio deste ano. Então, ficou muito tempo parado”, completa a presidente do IBDP.

Boa parte desses pedidos a serem analisados é de segurados que precisam de perícia médica. Em setembro, ao menos 790,3 mil requerimentos aguardavam na fila. Apesar da reabertura, muitas pessoas tiveram de cancelar o serviço por causa do impasse entre os peritos e o próprio instituto.

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