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abuso de autoridade?

"Deputados aprovaram projeto de lei que fragiliza a Justiça", diz entidade

Com assessoria

16/08/2019 09h09

Câmara aprova projeto sobre abuso de autoridade
Foto: DivulgaçãoCâmara aprova projeto sobre abuso de autoridade

O Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG) manifestou preocupação com o avanço do Projeto de Lei nº 7.596/2017, aprovado na quarta-feira, 14, pela Câmara dos Deputados e que segue para sanção presidencial.

O projeto inibe o trabalho de combate à corrupção e às organizações criminosas no país e tem como alvo direto integrantes do Ministério Público, juízes e agentes policiais incumbidos deste complexo ofício. Segundo o Presidente do CNPG, Paulo Cezar dos Passos, a Lei de Abuso de Autoridade colheu de surpresa não apenas os operadores do Direito, mas a sociedade em geral. 

Omitiu-se ainda o necessário debate, imprescindível para o amadurecimento das propostas. O regime de urgência acabou fazendo sucumbir o princípio da proibição da deliberação suficiente. “Não existe quem não reconheça a necessidade de atualização do tema, estampado, hoje, numa lei da década de 60. Não se teme uma Lei de Abuso de Autoridade, mas o abuso na criação da Lei. Questiona-se, efetivamente, o resultado dessa ‘atualização’, que acabou resultando em tipos que claramente violam a Constituição Federal e documentos internacionais de Direitos Humanos”, ressaltou o presidente do CNPG.

"Assim, para o CNPG, os parlamentares, em vez de se debruçarem sobre os inúmeros projetos de lei que tramitam no Legislativo com o objetivo de reforçar os mecanismos de combate aos graves crimes cometidos contra a coletividade, decidiram por aprovar um projeto de lei que fragiliza o Sistema de Justiça e de Segurança Pública do Brasil, de forma que, sob pretexto de reprimir o abuso de autoridade, o PL nº 7.596/2017 é uma forma de intimidação aos agentes de combate à corrupção, uma vez que os torna vulneráveis a processos e outras penalizações pelo exercício legítimo de suas atribuições", considerou o Conselho.

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