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ECONOMIA

Prêmio Brasil Criativo abre inscrições para nova edição

Agência Brasil

24/07/2019 13h01 - Atualizado em 24/07/2019 16h04

Prazo termina no dia 25 de agosto
DivulgaçãoPrazo termina no dia 25 de agosto

Começam hoje, 24, as inscrições para a terceira edição do Prêmio Brasil Criativo, considerada a premiação oficial da economia criativa brasileira. Podem concorrer ao prêmio pessoas físicas e jurídicas que tenham, pelo menos, um ano comprovado de atividades inovadoras que tenham impacto econômico e social.

Os organizadores esperam receber mil inscrições até o dia 25 de agosto, quando termina o prazo para que os interessados registrem seus projetos no site do Prêmio e efetuem o pagamento da taxa de R$ 10. Depois desta data, o grupo de curadores escolhidos para esta edição selecionará seis projetos semifinalistas em cada uma das 12 categorias: Arquitetura; Artes Cênicas; Audiovisual; Design; Editorial; Expressões Culturais; Moda; Música; Pesquisa&Desenvolvimento; Patrimônio e Artes; Publicidade; e Tecnologia da informação e comunicação (TIC). A seleção será realizada entre 3 e 30 de setembro.

Na etapa seguinte, programada para o período de 1º a 21 de outubro, uma rede composta por colaboradores e diretores de grandes empresas patrocinadoras escolherá os melhores projetos, definindo os três finalistas de cada categoria. O anúncio dos finalistas será feito no dia 1º de novembro. A cerimônia de premiação está prevista para 30 de novembro, em São Paulo, integrando o Festival de Criatividade Pixel Show.

Os vencedores terão suas histórias retratadas em um documentário que será lançado no dia 21 de abril do próximo ano - Dia Mundial da Criatividade. Cada projeto será apresentado em episódios distintos a possíveis investidores, parceiros e voluntários.

Idealizador do prêmio, o psicólogo e empresário Lucas Foster contou à Agência Brasil que nesta edição, será lançada uma campanha para arrecadar até R$ 10 mil que serão revertidos para a Central Veredas, vencedora do prêmio em 2016. Localizada no noroeste de Minas Gerais, a cooperativa de artesãs teve sua matéria-prima - o algodão - inutilizada por um incêndio no galpão onde estava estocada. “Elas perderam a fonte de renda. Daí, a ideia de o dinheiro obtido com as inscrições ser revertido para a compra do algodão para a cooperativa", disse Foster.

Chancelado pelo Ministério da Cultura em sua primeira edição (2014) e com o apoio institucional da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o Prêmio é realizado a cada dois anos. Em razão das eleições do ano passado, a organização decidiu deslocar a premiação para este ano.

No primeiro ano, foi registrado recorde de inscrições (1.300 inscrições). A segunda edição, realizada em 2016, teve 830 projetos criativos inscritos. De acordo com os organizadores, o número caiu em função da perda de patrocínio naquele ano.

Relevância


A economia criativa tem ganhado relevância no Brasil. “Mais empreendimentos, mais governos, mais secretarias municipais e estaduais começaram a fomentar a economia criativa no Brasil. As universidades também compreenderam o papel da economia criativa e o próprio governo federal tem essa compreensão. Acreditamos que o ecossistema está mais maduro hoje no país do que nos últimos anos”, disse Foster. Segundo ele, durnte muito tempo, a criatividade ficou associada à publicidade e ao artesanato, considerando os saberes populares e a tradição nacional nessa área. Foster defende que a economia criativa tem um conceito mais amplo, envolvendo arquitetura, ‘design’, moda, música, audiovisual, pesquisa e desenvolvimento e tecnologia da informação.

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