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Política

Renan Calheiros diz que Congresso deve evitar ‘rolezinhos políticos’

Presidente do Senado pediu aos colegas foco na pauta legislativa de 2014. Para o peemedebista, é 'temerário' precipitar a 'tensão eleitoral'

Do G1, em Brasília

04/02/2014 10h10

Renan Calheiros diz que Congresso deve evitar ‘rolezinhos políticos’

O presidente do Senado, Renan Calheiros(PMDB-AL), afirmou nesta segunda-feira (3), dia da reabertura dos trabalhos legislativos, que os parlamentares devem priorizar o “rolezinho  legislativo” em vez dos “rolezinhos políticos”. O parlamentar de Alagoas rebateu a crítica de que o Congresso poderá aprovar “pautas bombas” em ano eleitoral, projetos que aumentam o gasto do governo e que tem sido objeto de preocupação do Planalto, que pretende bloquear essas matérias..

Durante solenidade que marcou a reabertura dos trabalhos na Câmara e no Senado, Calheiros disse que seria “temerário” precipitar a “tensão pré-eleitoral” em prejuízo do trabalho no Congresso.

“Essas casas devem priorizar sem dúvida [...] a agenda legislativa, já que temos, como todos sabem, uma pauta iminentemente política no segundo semestre, que são as eleições. E amparando num termo dos dias atuais, vamos priorizar o ‘rolezinho’ legislativo ao invés dos ‘rolezinhos’ políticos e sem descambar para a irresponsabilidade fiscal”, declarou em seu discurso.

Em seu discurso, o presidente do Senado defendeu que, em 2014, ano de eleições, a “palavra de ordem” terá que ser “moderação e comedimento” com os recursos públicos. “Essa coisa de que o Congresso pode ajudar no desequilíbrio fiscal está completamente equivocada”, ressaltou o parlamentar alagoano.

Durante a solenidade de reabertura das atividades legislativas, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), negou que a Casa esteja preparando “pautas bombas”. “Esta Casa jamais armaria bombas ou pautas bombas. O debate nesta casa não é para armar, é para desarmar", enfatizou Alves.

Reforma política
Renan Calheiros defendeu, durante seu discurso na solenidade, a realização de um plebiscito ou de um referendo para discutir a proposta de reforma política. Segundo ele, o Congresso Nacional “continua devendo” ao país uma “reforma política digna desse nome”.

A ideia de uma consulta popular foi lançada em junho de 2013 pela presidente Dilma Rousseff como parte da resposta do governo às manifestações populares que tomaram conta do país naquela época. O assunto, porém, perdeu força no Congresso sob o argumento de que não haveria tempo para aplicar as novas regras nas eleições de 2014.

“A reforma política é o que podemos chamar de unanimidade estática. Todos somos favoráveis, mas ela não deslancha no Congresso Nacional”, declarou.

O senador alagoano defendeu a consulta pública durante as eleições de outubro.

“Poderíamos aproveitar as eleições de 2014 para ouvir a população brasileira. A reforma política no Brasil só será realidade acompanhada da chancela social, seja através do plebiscito, seja de um referendo”, ressaltou Calheiros.

 

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