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Política

Senado mantém 27 servidores com supersalários

Levantamento exclusivo do Congresso em Foco na folha salarial da Casa mostra que descumprimento da decisão do TCU também abrange vencimentos de funcionários. Valores pagos irregularmente não foram devolvidos

Congresso em foco

07/11/2013 08h08

Senado mantém 27 servidores com supersalários

Apesar de cortar a maioria dos supersaláriosna última folha de pagamento, o Senado ainda mantém servidores com vencimentos superiores ao teto constitucional, hoje fixado em R$ 28 mil. Levantamento exclusivo doCongresso em Foco mostra que ao menos 27 funcionários continuam com megacontracheques mesmo depois da ordem do Tribunal de Contas da União (TCU) para a Casa se adequar ao limite. 

Na terça-feira (5), o Congresso em Foco mostrou que o Senado cortou pelo menos 528 supersalários na folha de outubro. A postura rendeu uma economia de R$ 1,3 milhão. Entretanto, a Casa não cumpriu a outra parte da ordem do tribunal: devolver os valores pagos irregularmente nos últimos cinco anos. No início do mês passado, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL),prometera cumprir a decisão na íntegra.

O grupo de funcionários que, ainda em outubro, ganharam acima do limite legal, é formado por seis analistas legislativos, seis consultores, cinco administradores, quatro profissionais de informática, dois técnicos legislativos, um gráfico, um policial, um bibliotecário e um revisor. Juntos, receberam R$ 939 mil brutos, média de R$ 35 mil para cada um. Porém, só tiveram R$ 117 mil retidos para se adequarem ao teto. Nesse grupo, o maior salário bruto foi de R$ 40.883, o menor, de R$ 28.991. Em comum, todos recebem gratificações por cargos comissionados. A maioria ingressou no Senado nos anos 1980.

Mesmo considerando-se só as verbas que entram no cálculo do limite de remuneração, como salários e cargos comissionados, esse grupo de funcionários continuou com salários acima dos R$ 28 mil, sem ter um corte suficiente para compensar a diferença. Como resultado, foram gastos pouco mais R$ 7 mil para bancar suas remunerações. O maior valor pago indevidamente foi de R$ 1,4 mil; o menor, R$ 40.

Apesar disso, o número é pequeno se comparado ao R$ 1,3 milhão revelado na terça peloCongresso em Foco para demonstrar o desperdício com supersalários na folha de pagamentos de setembro, antes do corte nos rendimentos dos servidores. Questionado, o Senado não soube esclarecer porque funcionários continuam ganhando acima.

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