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Política

Marina diz confiar em Deus e na Justiça para registro da Rede no TSE

Ministério Público se posicionou contra o registro, que será julgado quinta. Ex-senadora reafirmou ter obtido apoio necessário para registrar a legenda

Do G1, em Brasília

02/10/2013 09h09

A ex-senadora Marina Silva afirmou nesta terça-feira (1) que mantém a confiança de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizará o registro da Rede Sustentabilidade, apesar de parecer contrário do Ministério Público Eleitoral.

"Tenho confiança em Deus, na Justiça e no trabalho que fizemos, que foi um trabalho íntegro. Apresentamos as assinaturas dentro do prazo, 668 mil assinaturas. Confiamos que o TSE fará justiça à Rede Sustentabilidade", afirmou ao participar de ato em apoio à criação do novo partido em frente ao Supremo Tribunal Federal.

Na tarde desta terça, o vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão, enviou parecer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no qual se posiciona contra o registro do partido Rede Sustentabilidade, com o qual Marina Silva pretende disputar as eleições presidenciais no ano que vem. O julgamento sobre o registro da nova legenda deve ser realizado pela Corte eleitoral na próxima quinta (3).

Segundo o parecer, o partido só tem 442 mil assinaturas de apoio, enquanto a lei exige 492 mil. Para o procurador, "constata-se que o ora requerente não obteve o número mínimo necessário de apoiamentos".

Para Marina Silva, a posição do Ministério Público não significa que os ministros da Corte votarão contra a concessão do registro à sigla. "Tenho confiança de que os ministros vão julgar de acordo com aquilo que está nos autos. Os ministros seguirão sua convicção", afirmou.  A ex-senadora argumentou ainda que 95 mil assinaturas foram invalidadas injustamente pelos cartórios eleitorais.

Segundo a ex-ministra, elas não foram consideradas porque são de idosos que não votaram na eleição passada, de jovens que votarão pela primeira vez em 2014 ou de eleitores que justificadamente não participaram do último pleito. Por isso, segundo Marina, os dados dessas pessoas não constam dos registros das últimas eleições.

Possível candidata à Presidência em 2014, Marina Silva rebateu argumento usado pelo procurador eleitoral, no parecer contrário ao registro da Rede, de que criar um partido com vistas às eleições é “atitude que o amesquinha”.

“Estou mais preocupada em não amesquinharmos a democracia. A democracia plena é a que assegura o pluralismo político. É para isso que estamos lutando. A preocupação da Rede não é com a eleição, é com a democracia, que não deve ter dois pesos e duas medidas.”

Para Marina Silva, as 95 mil assinaturas foram invalidadas pelos cartórios eleitorais sem que fossem apresentadas justificativas. “Conseguidas as assinaturas, elas devem ser validadas. Se são invalidadas, tem que haver justificação, coisa que não foi feita em relação a 95 mil assinaturas.”

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